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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Porta Fidei
Carta de convocação do Ano da Fé
EXCERTOS
...
Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. (n.8)
(...)
Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança.. (n.9)
(...)
Queria agora delinear um percurso que ajude a compreender de maneira mais profunda os conteúdos da fé e, juntamente com eles, também o acto pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos totalmente a Deus. (n. 10)
(...)
Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica.
Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II. (n. 11)
(...)
Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. (n 12)
(...)
versão integral aqui
EXCERTOS
...
Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. (n.8)
(...)
Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança.. (n.9)
(...)
Queria agora delinear um percurso que ajude a compreender de maneira mais profunda os conteúdos da fé e, juntamente com eles, também o acto pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos totalmente a Deus. (n. 10)
(...)
Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica.
Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II. (n. 11)
(...)
Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. (n 12)
(...)
versão integral aqui
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
What is WYD Young Answers?
Etiquetas:
comunicação,
criatividade,
igreja,
jovens,
mesagem,
opinião,
vídeo
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Living World Faces
"Living World Faces" is an idea for the web, organized by the Pontifical Council for Social Communications and published on www.pope2you.net a vatican portal. It allows an original and young mode, and those who will be present in Madrid and those who remain at home, to participate actively in the Youth World Day, posting their photos and showing a desire to be united in a "one world" and rooted in Christ.
Take a picture, upload and pointing out where to send it then looks at the mosaic with your picture.
Palavras sábias
O Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, esteve, esta quarta-feira, na Jornada Mundial da Juventude católica, que está a decorrer em Madrid, e participou num evento que juntou mais de 500 jovens portugueses e brasileiros (fonte JN)
veja aqui o vídeo
veja aqui o vídeo
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Igreja não tem medo da era digital
Assim como a revolução industrial produziu uma mudança profunda, também a revolução digital está a transformar não só a comunicação mas a própria antropologia. O diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, cónego António Rego, apresenta a mensagem escrita pelo Papa para esta ocasião e reflete sobre o «carro em andamento» que a Igreja Católica apanhou, com o próprio Bento XVI a conduzir.
A mensagem que o Papa lança para o 45º dia mundial das comunicações sociais refere-se à «Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital». Estes três desafios – verdade, anúncio e autenticidade – são diferentes na era digital?
A Igreja celebra este dia há 45 anos e tem uma mensagem especial para ele. Este acontecimento nasce do II Concilio do Vaticano, no documento «Inter Mirifica - Sobre os meios de comunicação social» (1966, ndr.). Ao longo destes 45 anos deu-se uma evolução imensa no campo tecnológico. O que é que se passa nesta nova era digital?
O Papa escreve na mensagem para este ano – “assim como a revolução industrial produziu uma mudança profunda”, que guiou os fluxos das mudanças sociais, também hoje isso acontece com as mudanças na área digital. Quer isto dizer que está a surgir uma nova forma de comunicação, uma nova maneira de aprender e ensinar e isso impõe uma reflexão. Essa comunicação implica necessariamente a verdade.
A verdade, mesmo na era digital, é só uma e é sempre a verdade. Todavia, há formas diferentes dela se explicitar. A era digital põe as pessoas em comunicação através de um mundo onde há distância, imagens, onde há sentimentos de pessoas conhecidas. É muito fácil criar-se, nos media, uma falsa imagem de cada um.
O Papa diz que nesta era digital há uma oportunidade formidável de termos a nossa verdade. Podíamos chamar também a autenticidade, de não estarmos a vender um produto – a nossa imagem, o nosso interesse, o nosso prestígio, o nosso saber - mas passarmos nós próprios por aquilo que comunicamos.
Impõe-se reflexão sobre o caminho da comunicação digital, diz o Papa, porque ela pode responder ao desejo de sentido, de verdade e de unidade. O Papa interliga estes elementos na comunicação digital, sabemos que acontecem também nos media, mas sobretudo nos novos media que estão em toda a força presente na casa das pessoas, na ponta dos dedos dos jovens, nos amigos que se criam no outro lado do mundo nas redes sociais. E é esse fluxo de comunicação que é uma revolução e que apela a cada vez maior transparência na comunicação.
leia aqui a entrevista completa (Agência Ecclesia)
A mensagem que o Papa lança para o 45º dia mundial das comunicações sociais refere-se à «Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital». Estes três desafios – verdade, anúncio e autenticidade – são diferentes na era digital?
A Igreja celebra este dia há 45 anos e tem uma mensagem especial para ele. Este acontecimento nasce do II Concilio do Vaticano, no documento «Inter Mirifica - Sobre os meios de comunicação social» (1966, ndr.). Ao longo destes 45 anos deu-se uma evolução imensa no campo tecnológico. O que é que se passa nesta nova era digital?
O Papa escreve na mensagem para este ano – “assim como a revolução industrial produziu uma mudança profunda”, que guiou os fluxos das mudanças sociais, também hoje isso acontece com as mudanças na área digital. Quer isto dizer que está a surgir uma nova forma de comunicação, uma nova maneira de aprender e ensinar e isso impõe uma reflexão. Essa comunicação implica necessariamente a verdade.
A verdade, mesmo na era digital, é só uma e é sempre a verdade. Todavia, há formas diferentes dela se explicitar. A era digital põe as pessoas em comunicação através de um mundo onde há distância, imagens, onde há sentimentos de pessoas conhecidas. É muito fácil criar-se, nos media, uma falsa imagem de cada um.
O Papa diz que nesta era digital há uma oportunidade formidável de termos a nossa verdade. Podíamos chamar também a autenticidade, de não estarmos a vender um produto – a nossa imagem, o nosso interesse, o nosso prestígio, o nosso saber - mas passarmos nós próprios por aquilo que comunicamos.
Impõe-se reflexão sobre o caminho da comunicação digital, diz o Papa, porque ela pode responder ao desejo de sentido, de verdade e de unidade. O Papa interliga estes elementos na comunicação digital, sabemos que acontecem também nos media, mas sobretudo nos novos media que estão em toda a força presente na casa das pessoas, na ponta dos dedos dos jovens, nos amigos que se criam no outro lado do mundo nas redes sociais. E é esse fluxo de comunicação que é uma revolução e que apela a cada vez maior transparência na comunicação.
leia aqui a entrevista completa (Agência Ecclesia)
terça-feira, 19 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Deus aceitou o teu pedido de amizade
Deus tem Facebook? Deus não tem conta na rede social do momento, mas está presente através de cada um de nós, católicos que, quando clicam em “Gosto”, “Comentar” ou “Partilhar”, estão a testemunhar “no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele”, como incentiva o Papa Bento XVI na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011.
Se os jovens não vão à Igreja a Igreja vai aos jovens. O ditado podia ser mesmo assim, pois a Igreja tem sabido diagnosticar o afastamento dos mais jovens e procura o seu lugar nas comunidades online.
Primeiro foram os blogues, onde padres, grupos de catequese, grupos de jovens, entre muitos outros, começaram a utilizar a internet para darem testemunho. São ecos de perto e de longe, mesmo de onde a rede quase não chega, é disso exemplo o blogue dos Missionários Espiritanos em Moçambique, Nakumi, que em língua macua significa “estamos bem”. A e-vangelização veio para ficar e foi o próprio Vaticano a incentivá-la, lançou o site Pope2you com aplicações para comunicar diretamente com os jovens através das redes sociais, do Youtube ou do iphone, sendo possível aceder de forma simples e direta às mensagens do Santo Padre. Em Portugal, a iniciativa passo-a-rezar.net, uma ideia dos Jesuítas, disponibiliza orações diárias através de download, tornando possível a cada pessoa encontrar tempo para rezar, mesmo a caminho da escola ou no trânsito.
Contudo, não se iludam, trata-se apenas da reinvenção da roda, ou seja, os meios mudam, mas os objetivos são os mesmos. O testemunho da Fé e do Cristo vivo têm de permanecer como horizonte, porque não é esvaziando de sentido a mensagem que se consegue cativar o recetor.
Pelo contrário, sempre foi característica dos jovens a procura de ideais, de modelos a seguir, de modo a estarem aptos a construir um projeto de vida sólido, em que a busca pela felicidade se desenha como objetivo maior. O melhor dos exemplos: Jesus feito Homem que, apesar de todas as adversidades, viveu segundo valores como a Fé, a Paz, o Amor e a Entrega aos mais desfavorecidos. Sem floreados ou materialismos, é esta a Palavra que me parece ser necessário fazer chegar aos jovens. É valorizando o essencial que se pode renovar a Igreja.
Outra característica da juventude é o dinamismo, assim, ir à Eucaristia Dominical acompanhando os pais ou os avós não satisfaz alguém que está no início da caminhada enquanto cristão. A catequese pode ser uma boa base, um local de preparação para a vida adulta, mas são necessárias alternativas para a formação dos jovens. Para isso precisamos ser católicos ativos, que despem as roupas engomadas do Domingo e arregaçam as mangas para fazer o que for necessário. Só uma comunidade que busca sempre novos desafios e se mantem formada e informada é capaz de ser jovem. Mais do que dizer-se católico, é preciso dar testemunho, viver com intensidade a fé, trazendo Cristo à vida através de grupos de jovens, grupos corais, cursos bíblicos, são imensas as opções.
As novas ferramentas da Internet apresentam-se apenas como formas diferentes de chegar àqueles que não conhecem ou estão afastados da Igreja. Foi um grande salto este da Igreja que, ainda na segunda metade do século XX, celebrava as Eucaristias em latim e hoje em dia utiliza campanhas publicitárias, reportagens e lip dub’s para fazer passar a mensagem. Na preparação das Jornadas Mundiais da Juventude Madrid’11 estão a ser utilizados esses meios e espera-se reunir jovens de todo o mundo para escutarem a Palavra de Cristo através de Bento XVI. Esta é uma grande oportunidade de formação, de encontro e de troca de experiências. Um acontecimento capaz de despertar alguns católicos adormecidos, que ao participarem talvez se deem conta que a Igreja se preocupa e está sempre presente.
No entanto, a utilização da internet tem alguns perigos e exige uma atenção constante. Devemos esclarecer pontos de vista, partilhar experiências, atualizar informações, moderar debates, enfim, o bom senso deve prevalecer. Além disso, há um mundo além do ciberespaço onde se passam grande parte das ações e para as quais devemos convidar os amigos virtuais a participar.
Concluindo, penso que os jovens precisam de uma Igreja capaz de evoluir e de se adaptar às novas realidades, sobretudo, que desça dos altares e vá ao seu encontro. Não me refiro apenas ao clero, os jovens cristãos devem ser os primeiros a falar de Deus aos seus amigos.
Salomé Peixoto,
Jovens Sem Fronteiras
Se os jovens não vão à Igreja a Igreja vai aos jovens. O ditado podia ser mesmo assim, pois a Igreja tem sabido diagnosticar o afastamento dos mais jovens e procura o seu lugar nas comunidades online.
Primeiro foram os blogues, onde padres, grupos de catequese, grupos de jovens, entre muitos outros, começaram a utilizar a internet para darem testemunho. São ecos de perto e de longe, mesmo de onde a rede quase não chega, é disso exemplo o blogue dos Missionários Espiritanos em Moçambique, Nakumi, que em língua macua significa “estamos bem”. A e-vangelização veio para ficar e foi o próprio Vaticano a incentivá-la, lançou o site Pope2you com aplicações para comunicar diretamente com os jovens através das redes sociais, do Youtube ou do iphone, sendo possível aceder de forma simples e direta às mensagens do Santo Padre. Em Portugal, a iniciativa passo-a-rezar.net, uma ideia dos Jesuítas, disponibiliza orações diárias através de download, tornando possível a cada pessoa encontrar tempo para rezar, mesmo a caminho da escola ou no trânsito.
Contudo, não se iludam, trata-se apenas da reinvenção da roda, ou seja, os meios mudam, mas os objetivos são os mesmos. O testemunho da Fé e do Cristo vivo têm de permanecer como horizonte, porque não é esvaziando de sentido a mensagem que se consegue cativar o recetor.
Pelo contrário, sempre foi característica dos jovens a procura de ideais, de modelos a seguir, de modo a estarem aptos a construir um projeto de vida sólido, em que a busca pela felicidade se desenha como objetivo maior. O melhor dos exemplos: Jesus feito Homem que, apesar de todas as adversidades, viveu segundo valores como a Fé, a Paz, o Amor e a Entrega aos mais desfavorecidos. Sem floreados ou materialismos, é esta a Palavra que me parece ser necessário fazer chegar aos jovens. É valorizando o essencial que se pode renovar a Igreja.
Outra característica da juventude é o dinamismo, assim, ir à Eucaristia Dominical acompanhando os pais ou os avós não satisfaz alguém que está no início da caminhada enquanto cristão. A catequese pode ser uma boa base, um local de preparação para a vida adulta, mas são necessárias alternativas para a formação dos jovens. Para isso precisamos ser católicos ativos, que despem as roupas engomadas do Domingo e arregaçam as mangas para fazer o que for necessário. Só uma comunidade que busca sempre novos desafios e se mantem formada e informada é capaz de ser jovem. Mais do que dizer-se católico, é preciso dar testemunho, viver com intensidade a fé, trazendo Cristo à vida através de grupos de jovens, grupos corais, cursos bíblicos, são imensas as opções.
As novas ferramentas da Internet apresentam-se apenas como formas diferentes de chegar àqueles que não conhecem ou estão afastados da Igreja. Foi um grande salto este da Igreja que, ainda na segunda metade do século XX, celebrava as Eucaristias em latim e hoje em dia utiliza campanhas publicitárias, reportagens e lip dub’s para fazer passar a mensagem. Na preparação das Jornadas Mundiais da Juventude Madrid’11 estão a ser utilizados esses meios e espera-se reunir jovens de todo o mundo para escutarem a Palavra de Cristo através de Bento XVI. Esta é uma grande oportunidade de formação, de encontro e de troca de experiências. Um acontecimento capaz de despertar alguns católicos adormecidos, que ao participarem talvez se deem conta que a Igreja se preocupa e está sempre presente.
No entanto, a utilização da internet tem alguns perigos e exige uma atenção constante. Devemos esclarecer pontos de vista, partilhar experiências, atualizar informações, moderar debates, enfim, o bom senso deve prevalecer. Além disso, há um mundo além do ciberespaço onde se passam grande parte das ações e para as quais devemos convidar os amigos virtuais a participar.
Concluindo, penso que os jovens precisam de uma Igreja capaz de evoluir e de se adaptar às novas realidades, sobretudo, que desça dos altares e vá ao seu encontro. Não me refiro apenas ao clero, os jovens cristãos devem ser os primeiros a falar de Deus aos seus amigos.
Salomé Peixoto,
Jovens Sem Fronteiras
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Igreja deve falar a “nova linguagem” da comunicação
Bento XVI considera que a Igreja católica deve aprender e falar a “nova linguagem” dos meios de comunicação e das redes digitais.
Esse foi o desafio que o pontífice deixou nesta segunda-feira aos participantes na assembleia plenária do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, que reúne até quinta-feira no Vaticano representantes eclesiais, comunicadores e especialistas em comunicação dos cinco continentes.
“Não se trata só de expressar a mensagem evangélica na linguagem de hoje, mas de ter o valor de restabelecer de uma maneira mais profunda, como aconteceu em outras épocas, a relação entre a fé, a vida da Igreja e as mudanças que o homem está vivendo”, afirmou o Papa.
Bento XVI deixou ao Conselho das Comunicações a tarefa de aprofundar sobre o tema da “cultura digital”, “estimulando e apoiando a reflexão para uma maior consciência sobre os desafios que esperam a comunidade eclesial e civil”.
O bispo de Roma alentou os participantes na assembleia ao “compromisso de ajudar todos que têm responsabilidade na Igreja a ser capazes de entender, interpretar e falar a ‘nova linguagem’ da mídia em função pastoral, em diálogo com o mundo contemporâneo”.
Para isso, é necessário responder a estas perguntas: “Que desafios lança à fé e à teologia o chamado pensamento digital? Que perguntas e requisitos?”
Novos símbolos e metáforas
“A cultura digital lança novos desafios a nossa capacidade de falar e escutar uma linguagem simbólica que fale da transcendência”, disse.
O próprio Jesus – afirmou o Santo Padre –, “no anúncio do Reino, soube utilizar elementos da cultura e do ambiente de seu tempo: o rebanho, os campos, o banquete, as sementes, etc.”
“Hoje somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ser de ajuda ao falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo”, convidou o Papa.
Comunicação humana
A proposta do Papa é “promover uma comunicação verdadeiramente humana”, que deve analisar o novo fenómeno comunicativo “além de todo entusiasmo ou cepticismo fácil”.
A contribuição dos crentes – afirmou – deve ajudar “o próprio mundo dos meios de comunicação, abrindo horizontes de sentido e de valor que a cultura digital não é capaz por si só de entrever e representar”.
Esse foi o desafio que o pontífice deixou nesta segunda-feira aos participantes na assembleia plenária do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, que reúne até quinta-feira no Vaticano representantes eclesiais, comunicadores e especialistas em comunicação dos cinco continentes.
“Não se trata só de expressar a mensagem evangélica na linguagem de hoje, mas de ter o valor de restabelecer de uma maneira mais profunda, como aconteceu em outras épocas, a relação entre a fé, a vida da Igreja e as mudanças que o homem está vivendo”, afirmou o Papa.
Bento XVI deixou ao Conselho das Comunicações a tarefa de aprofundar sobre o tema da “cultura digital”, “estimulando e apoiando a reflexão para uma maior consciência sobre os desafios que esperam a comunidade eclesial e civil”.
O bispo de Roma alentou os participantes na assembleia ao “compromisso de ajudar todos que têm responsabilidade na Igreja a ser capazes de entender, interpretar e falar a ‘nova linguagem’ da mídia em função pastoral, em diálogo com o mundo contemporâneo”.
Para isso, é necessário responder a estas perguntas: “Que desafios lança à fé e à teologia o chamado pensamento digital? Que perguntas e requisitos?”
Novos símbolos e metáforas
“A cultura digital lança novos desafios a nossa capacidade de falar e escutar uma linguagem simbólica que fale da transcendência”, disse.
O próprio Jesus – afirmou o Santo Padre –, “no anúncio do Reino, soube utilizar elementos da cultura e do ambiente de seu tempo: o rebanho, os campos, o banquete, as sementes, etc.”
“Hoje somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ser de ajuda ao falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo”, convidou o Papa.
Comunicação humana
A proposta do Papa é “promover uma comunicação verdadeiramente humana”, que deve analisar o novo fenómeno comunicativo “além de todo entusiasmo ou cepticismo fácil”.
A contribuição dos crentes – afirmou – deve ajudar “o próprio mundo dos meios de comunicação, abrindo horizontes de sentido e de valor que a cultura digital não é capaz por si só de entrever e representar”.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Deus e a carreira de sucesso
Melhor treinador de futebol do mundo fala da sua fé, da Bíblia que lê antes dos jogos e da «missão» que lhe sente ter sido destinada
José Mourinho acredita que Deus também faz parte da sua carreira de sucesso e, rejeitando superstições, gosta de ler algumas páginas da Bíblia antes dos jogos não para “Lhe pedir” ajuda, mas porque “acredita que Ele está”.
“Quando leio a Bíblia não estou propriamente a pedir-Lhe para que me ajude. Eu não peço para que me ajude num jogo. Mas penso que se eu for um bom homem, um bom pai, um bom marido, um bom amigo, se tiver uma vida social compatível com aquilo que são os Seus ideais, penso que tenho mais possibilidade de... É uma coisa que me alimenta na fé”, refere o treinador da equipa de futebol profissional do Real Madrid.
As declarações de José Mourinho foram recolhidas em Madrid, no âmbito de um projecto editorial sob figuras empreendedoras em Portugal, promovido pelo CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) em parceria com o Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa e com a Universidade de Aveiro, a que o Programa «70x7» se associou.
Na emissão deste Domingo, 23 de Janeiro, o «70x7» apresenta José Mourinho num discurso na primeira pessoa.
O homem que recentemente foi eleito o melhor treinador do ano pela FIFA/France Football diz quais as suas convicções, as memórias pessoais que determinaram a sua vida e o que faz dele o “special one”, o especial.
Para José Mourinho, tem sido determinante para o sucesso desportivo o facto de ter tido formação académica, capaz de lhe dar conhecimento para exercer lideranças com qualidade.
“Eu tive formação académica porque quis ter e porque nasci numa família onde havia um certo controlo familiar”, refere, recordando a importância da mãe, professora, no seu percurso formativo, assim como a influência da mulher, que estudou filosofia.
“Há uma coisa que digo sempre: tenho de tomar decisões mas tenho de ter razões para as minhas decisões” porque, reconhece, “o jogador de futebol não é fácil gerir”.
Nos momentos de tensão, quando toma decisões por intuição e que determinam um jogo e, por vezes, uma época, reconhece também a presença de Deus.
“Eu digo sempre: Ele lá em cima apontou para mim e disse tu vais ser um dos talentosos naquela área. E assim foi”, afirmou Mourinho.
“Sem ser aquele praticante profundo - que não o sou ou por personalidade ou pelo próprio estilo de vida que acabo por ter - acredito muito que ele está e que, da mesma maneira que me escolheu como um dos eleitos, eu tenho também uma missão a cumprir neste mundo”, precisa.
“A minha leitura de duas, três, quatro páginas da Bíblia antes dos jogos é simplesmente um acto de fé e de me sentir bem”, acrescenta.
No programa «70x7» de 23 de Janeiro, com emissão na RTP2 pelas o9h30, José Mourinho revela também as suas convicções e as características de uma personalidade que fazem dele o melhor treinador de futebol do mundo.
veja o vídeo na Agência Ecclesia
sábado, 6 de novembro de 2010
Jesus Crise
Uma combinação interessante e uma brincadeira com a plavra CRISE quase a confundir-se com CRISTO.
Parece-me de mau gosto a utilização da palavra «diable» neste contexto. Um das funções da publicidade é chamar à atenção mas não deve ser a qualquer custo. Julgo que este anúncio é chocante. Provoca mas também afugenta.
Se o objectivo último da campanha é angariar fundos, seguramente que este anúncio não ajudou muito.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade.
Mensagem de Bento XVI para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais
* * *
Amados irmãos e irmãs,
Aproximando-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais, é com alegria que me dirijo a vós para expor-vos algumas minhas reflexões sobre o tema escolhido para este ano: Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade. Com efeito, as novas tecnologias digitais estão a provocar mudanças fundamentais nos modelos de comunicação e nas relações humanas. Estas mudanças são particularmente evidentes entre os jovens que cresceram em estreito contacto com estas novas técnicas de comunicação e, consequentemente, sentem-se à vontade num mundo digital que entretanto para nós, adultos que tivemos de aprender a compreender e apreciar as oportunidades por ele oferecidas à comunicação, muitas vezes parece estranho. Por isso, na mensagem deste ano, o meu pensamento dirige-se de modo particular a quem faz parte da chamada geração digital: com eles quero partilhar algumas ideias sobre o potencial extraordinário das novas tecnologias, quando usadas para favorecerem a compreensão e a solidariedade humana. Estas tecnologias são um verdadeiro dom para a humanidade: por isso devemos fazer com que as vantagens que oferecem sejam postas ao serviço de todos os seres humanos e de todas as comunidades, sobretudo de quem está necessitado e é vulnerável.
A facilidade de acesso a telemóveis e computadores juntamente com o alcance global e a omnipresença da internet criou uma multiplicidade de vias através das quais é possível enviar, instantaneamente, palavras e imagens aos cantos mais distantes e isolados do mundo: trata-se claramente duma possibilidade que era impensável para as gerações anteriores. De modo especial os jovens deram-se conta do enorme potencial que têm os novos «media» para favorecer a ligação, a comunicação e a compreensão entre indivíduos e comunidade, e usam-nos para comunicar com os seus amigos, encontrar novos, criar comunidades e redes, procurar informações e notícias, partilhar as próprias ideias e opiniões. Desta nova cultura da comunicação derivam muitos benefícios: as famílias podem permanecer em contacto apesar de separadas por enormes distâncias, os estudantes e os investigadores têm um acesso mais fácil e imediato aos documentos, às fontes e às descobertas científicas e podem por conseguinte trabalhar em equipa a partir de lugares diversos; além disso a natureza interactiva dos novos «media» facilita formas mais dinâmicas de aprendizagem e comunicação que contribuem para o progresso social.
Embora seja motivo de maravilha a velocidade com que as novas tecnologias evoluíram em termos de segurança e eficiência, não deveria surpreender-nos a sua popularidade entre os utentes porque elas respondem ao desejo fundamental que têm as pessoas de se relacionar umas com as outras. Este desejo de comunicação e amizade está radicado na nossa própria natureza de seres humanos, não se podendo compreender adequadamente só como resposta às inovações tecnológicas. À luz da mensagem bíblica, aquele deve antes ser lido como reflexo da nossa participação no amor comunicativo e unificante de Deus, que quer fazer da humanidade inteira uma única família. Quando sentimos a necessidade de nos aproximar das outras pessoas, quando queremos conhecê-las melhor e dar-nos a conhecer, estamos a responder à vocação de Deus - uma vocação que está gravada na nossa natureza de seres criados à imagem e semelhança de Deus, o Deus da comunicação e da comunhão.
O desejo de interligação e o instinto de comunicação, que se revelam tão naturais na cultura contemporânea, na verdade são apenas manifestações modernas daquela propensão fundamental e constante que têm os seres humanos para se ultrapassarem a si mesmos entrando em relação com os outros. Na realidade, quando nos abrimos aos outros, damos satisfação às nossas carências mais profundas e tornamo-nos de forma mais plena humanos. De facto amar é aquilo para que fomos projectados pelo Criador. Naturalmente não falo de relações passageiras, superficiais; falo do verdadeiro amor, que constitui o centro da doutrina moral de Jesus: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças» e «amarás o teu próximo como a ti mesmo» (cf. Mc 12, 30-31). Reflectindo, à luz disto, sobre o significado das novas tecnologias, é importante considerar não só a sua indubitável capacidade de favorecer o contacto entre as pessoas, mas também a qualidade dos conteúdos que aquelas são chamadas a pôr em circulação. Desejo encorajar todas as pessoas de boa vontade, activas no mundo emergente da comunicação digital, a que se empenhem na promoção de uma cultura do respeito, do diálogo, da amizade.
Assim, aqueles que operam no sector da produção e difusão de conteúdos dos novos «media» não podem deixar de sentir-se obrigados ao respeito da dignidade e do valor da pessoa humana. Se as novas tecnologias devem servir o bem dos indivíduos e da sociedade, então aqueles que as usam devem evitar a partilha de palavras e imagens degradantes para o ser humano e, consequentemente, excluir aquilo que alimenta o ódio e a intolerância, envilece a beleza e a intimidade da sexualidade humana, explora os débeis e os inermes.
As novas tecnologias abriram também a estrada para o diálogo entre pessoas de diferentes países, culturas e religiões. A nova arena digital, o chamado cyberspace, permite encontrar-se e conhecer os valores e as tradições alheias. Contudo, tais encontros, para ser fecundos, requerem formas honestas e correctas de expressão juntamente com uma escuta atenciosa e respeitadora. O diálogo deve estar radicado numa busca sincera e recíproca da verdade, para realizar a promoção do desenvolvimento na compreensão e na tolerância. A vida não é uma mera sucessão de factos e experiências: é antes a busca da verdade, do bem e do belo. É precisamente com tal finalidade que realizamos as nossas opções, exercitamos a nossa liberdade e nisso - isto é, na verdade, no bem e no belo - encontramos felicidade e alegria. É preciso não se deixar enganar por aqueles que andam simplesmente à procura de consumidores num mercado de possibilidades indiscriminadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabandeia por beleza, a experiência subjectiva sobrepõem-se à verdade.
O conceito de amizade logrou um renovado lançamento no vocabulário das redes sociais digitais que surgiram nos últimos anos. Este conceito é uma das conquistas mais nobres da cultura humana. Nas nossas amizades e através delas crescemos e desenvolvemo-nos como seres humanos. Por isso mesmo, desde sempre a verdadeira amizade foi considerada uma das maiores riquezas de que pode dispor o ser humano. Por este motivo, é preciso prestar atenção a não banalizar o conceito e a experiência da amizade. Seria triste se o nosso desejo de sustentar e desenvolver on-line as amizades fosse realizado à custa da nossa disponibilidade para a família, para os vizinhos e para aqueles que encontramos na realidade do dia a dia, no lugar de trabalho, na escola, nos tempos livres. De facto, quando o desejo de ligação virtual se torna obsessivo, a consequência é que a pessoa se isola, interrompendo a interacção social real. Isto acaba por perturbar também as formas de repouso, de silêncio e de reflexão necessárias para um são desenvolvimento humano.
A amizade é um grande bem humano, mas esvaziar-se-ia do seu valor, se fosse considerada fim em si mesma. Os amigos devem sustentar-se e encorajar-se reciprocamente no desenvolvimento dos seus dons e talentos e na sua colocação ao serviço da comunidade humana. Neste contexto, é gratificante ver a aparição de novas redes digitais que procuram promover a solidariedade humana, a paz e a justiça, os direitos humanos e o respeito pela vida e o bem da criação. Estas redes podem facilitar formas de cooperação entre povos de diversos contextos geográficos e culturais, consentindo-lhes de aprofundar a comum humanidade e o sentido de corresponsabilidade pelo bem de todos. Todavia devemo-nos preocupar por fazer com que o mundo digital, onde tais redes podem ser constituídas, seja um mundo verdadeiramente acessível a todos. Seria um grave dano para o futuro da humanidade, se os novos instrumentos da comunicação, que permitem partilhar saber e informações de maneira mais rápida e eficaz, não fossem tornados acessíveis àqueles que já são económica e socialmente marginalizados ou se contribuíssem apenas para incrementar o desnível que separa os pobres das novas redes que se estão a desenvolver ao serviço da informação e da socialização humana.
Quero concluir esta mensagem dirigindo-me especialmente aos jovens católicos, para os exortar a levarem para o mundo digital o testemunho da sua fé. Caríssimos, senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida. Nos primeiros tempos da Igreja, os Apóstolos e os seus discípulos levaram a Boa Nova de Jesus ao mundo greco-romano: como então a evangelização, para ser frutuosa, requereu uma atenta compreensão da cultura e dos costumes daqueles povos pagãos com o intuito de tocar as suas mentes e corações, assim agora o anúncio de Cristo no mundo das novas tecnologias supõe um conhecimento profundo das mesmas para se chegar a uma sua conveniente utilização. A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste «continente digital». Sabei assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho aos vossos coetâneos! Conheceis os seus medos e as suas esperanças, os seus entusiasmos e as suas desilusões: o dom mais precioso que lhes podeis oferecer é partilhar com eles a «boa nova» de um Deus que Se fez homem, sofreu, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. O coração humano anseia por um mundo onde reine o amor, onde os dons sejam compartilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu significado na verdade e onde a identidade de cada um se realize numa respeitosa comunhão. A estas expectativas pode dar resposta a fé: sede os seus arautos! Sabei que o Papa vos acompanha com a sua oração e a sua bênção.
Vaticano, 24 de Janeiro - dia de São Francisco de Sales - de 2009.
* * *
Amados irmãos e irmãs,
Aproximando-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais, é com alegria que me dirijo a vós para expor-vos algumas minhas reflexões sobre o tema escolhido para este ano: Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade. Com efeito, as novas tecnologias digitais estão a provocar mudanças fundamentais nos modelos de comunicação e nas relações humanas. Estas mudanças são particularmente evidentes entre os jovens que cresceram em estreito contacto com estas novas técnicas de comunicação e, consequentemente, sentem-se à vontade num mundo digital que entretanto para nós, adultos que tivemos de aprender a compreender e apreciar as oportunidades por ele oferecidas à comunicação, muitas vezes parece estranho. Por isso, na mensagem deste ano, o meu pensamento dirige-se de modo particular a quem faz parte da chamada geração digital: com eles quero partilhar algumas ideias sobre o potencial extraordinário das novas tecnologias, quando usadas para favorecerem a compreensão e a solidariedade humana. Estas tecnologias são um verdadeiro dom para a humanidade: por isso devemos fazer com que as vantagens que oferecem sejam postas ao serviço de todos os seres humanos e de todas as comunidades, sobretudo de quem está necessitado e é vulnerável.
A facilidade de acesso a telemóveis e computadores juntamente com o alcance global e a omnipresença da internet criou uma multiplicidade de vias através das quais é possível enviar, instantaneamente, palavras e imagens aos cantos mais distantes e isolados do mundo: trata-se claramente duma possibilidade que era impensável para as gerações anteriores. De modo especial os jovens deram-se conta do enorme potencial que têm os novos «media» para favorecer a ligação, a comunicação e a compreensão entre indivíduos e comunidade, e usam-nos para comunicar com os seus amigos, encontrar novos, criar comunidades e redes, procurar informações e notícias, partilhar as próprias ideias e opiniões. Desta nova cultura da comunicação derivam muitos benefícios: as famílias podem permanecer em contacto apesar de separadas por enormes distâncias, os estudantes e os investigadores têm um acesso mais fácil e imediato aos documentos, às fontes e às descobertas científicas e podem por conseguinte trabalhar em equipa a partir de lugares diversos; além disso a natureza interactiva dos novos «media» facilita formas mais dinâmicas de aprendizagem e comunicação que contribuem para o progresso social.
Embora seja motivo de maravilha a velocidade com que as novas tecnologias evoluíram em termos de segurança e eficiência, não deveria surpreender-nos a sua popularidade entre os utentes porque elas respondem ao desejo fundamental que têm as pessoas de se relacionar umas com as outras. Este desejo de comunicação e amizade está radicado na nossa própria natureza de seres humanos, não se podendo compreender adequadamente só como resposta às inovações tecnológicas. À luz da mensagem bíblica, aquele deve antes ser lido como reflexo da nossa participação no amor comunicativo e unificante de Deus, que quer fazer da humanidade inteira uma única família. Quando sentimos a necessidade de nos aproximar das outras pessoas, quando queremos conhecê-las melhor e dar-nos a conhecer, estamos a responder à vocação de Deus - uma vocação que está gravada na nossa natureza de seres criados à imagem e semelhança de Deus, o Deus da comunicação e da comunhão.
O desejo de interligação e o instinto de comunicação, que se revelam tão naturais na cultura contemporânea, na verdade são apenas manifestações modernas daquela propensão fundamental e constante que têm os seres humanos para se ultrapassarem a si mesmos entrando em relação com os outros. Na realidade, quando nos abrimos aos outros, damos satisfação às nossas carências mais profundas e tornamo-nos de forma mais plena humanos. De facto amar é aquilo para que fomos projectados pelo Criador. Naturalmente não falo de relações passageiras, superficiais; falo do verdadeiro amor, que constitui o centro da doutrina moral de Jesus: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças» e «amarás o teu próximo como a ti mesmo» (cf. Mc 12, 30-31). Reflectindo, à luz disto, sobre o significado das novas tecnologias, é importante considerar não só a sua indubitável capacidade de favorecer o contacto entre as pessoas, mas também a qualidade dos conteúdos que aquelas são chamadas a pôr em circulação. Desejo encorajar todas as pessoas de boa vontade, activas no mundo emergente da comunicação digital, a que se empenhem na promoção de uma cultura do respeito, do diálogo, da amizade.
Assim, aqueles que operam no sector da produção e difusão de conteúdos dos novos «media» não podem deixar de sentir-se obrigados ao respeito da dignidade e do valor da pessoa humana. Se as novas tecnologias devem servir o bem dos indivíduos e da sociedade, então aqueles que as usam devem evitar a partilha de palavras e imagens degradantes para o ser humano e, consequentemente, excluir aquilo que alimenta o ódio e a intolerância, envilece a beleza e a intimidade da sexualidade humana, explora os débeis e os inermes.
As novas tecnologias abriram também a estrada para o diálogo entre pessoas de diferentes países, culturas e religiões. A nova arena digital, o chamado cyberspace, permite encontrar-se e conhecer os valores e as tradições alheias. Contudo, tais encontros, para ser fecundos, requerem formas honestas e correctas de expressão juntamente com uma escuta atenciosa e respeitadora. O diálogo deve estar radicado numa busca sincera e recíproca da verdade, para realizar a promoção do desenvolvimento na compreensão e na tolerância. A vida não é uma mera sucessão de factos e experiências: é antes a busca da verdade, do bem e do belo. É precisamente com tal finalidade que realizamos as nossas opções, exercitamos a nossa liberdade e nisso - isto é, na verdade, no bem e no belo - encontramos felicidade e alegria. É preciso não se deixar enganar por aqueles que andam simplesmente à procura de consumidores num mercado de possibilidades indiscriminadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabandeia por beleza, a experiência subjectiva sobrepõem-se à verdade.
O conceito de amizade logrou um renovado lançamento no vocabulário das redes sociais digitais que surgiram nos últimos anos. Este conceito é uma das conquistas mais nobres da cultura humana. Nas nossas amizades e através delas crescemos e desenvolvemo-nos como seres humanos. Por isso mesmo, desde sempre a verdadeira amizade foi considerada uma das maiores riquezas de que pode dispor o ser humano. Por este motivo, é preciso prestar atenção a não banalizar o conceito e a experiência da amizade. Seria triste se o nosso desejo de sustentar e desenvolver on-line as amizades fosse realizado à custa da nossa disponibilidade para a família, para os vizinhos e para aqueles que encontramos na realidade do dia a dia, no lugar de trabalho, na escola, nos tempos livres. De facto, quando o desejo de ligação virtual se torna obsessivo, a consequência é que a pessoa se isola, interrompendo a interacção social real. Isto acaba por perturbar também as formas de repouso, de silêncio e de reflexão necessárias para um são desenvolvimento humano.
A amizade é um grande bem humano, mas esvaziar-se-ia do seu valor, se fosse considerada fim em si mesma. Os amigos devem sustentar-se e encorajar-se reciprocamente no desenvolvimento dos seus dons e talentos e na sua colocação ao serviço da comunidade humana. Neste contexto, é gratificante ver a aparição de novas redes digitais que procuram promover a solidariedade humana, a paz e a justiça, os direitos humanos e o respeito pela vida e o bem da criação. Estas redes podem facilitar formas de cooperação entre povos de diversos contextos geográficos e culturais, consentindo-lhes de aprofundar a comum humanidade e o sentido de corresponsabilidade pelo bem de todos. Todavia devemo-nos preocupar por fazer com que o mundo digital, onde tais redes podem ser constituídas, seja um mundo verdadeiramente acessível a todos. Seria um grave dano para o futuro da humanidade, se os novos instrumentos da comunicação, que permitem partilhar saber e informações de maneira mais rápida e eficaz, não fossem tornados acessíveis àqueles que já são económica e socialmente marginalizados ou se contribuíssem apenas para incrementar o desnível que separa os pobres das novas redes que se estão a desenvolver ao serviço da informação e da socialização humana.
Quero concluir esta mensagem dirigindo-me especialmente aos jovens católicos, para os exortar a levarem para o mundo digital o testemunho da sua fé. Caríssimos, senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida. Nos primeiros tempos da Igreja, os Apóstolos e os seus discípulos levaram a Boa Nova de Jesus ao mundo greco-romano: como então a evangelização, para ser frutuosa, requereu uma atenta compreensão da cultura e dos costumes daqueles povos pagãos com o intuito de tocar as suas mentes e corações, assim agora o anúncio de Cristo no mundo das novas tecnologias supõe um conhecimento profundo das mesmas para se chegar a uma sua conveniente utilização. A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste «continente digital». Sabei assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho aos vossos coetâneos! Conheceis os seus medos e as suas esperanças, os seus entusiasmos e as suas desilusões: o dom mais precioso que lhes podeis oferecer é partilhar com eles a «boa nova» de um Deus que Se fez homem, sofreu, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. O coração humano anseia por um mundo onde reine o amor, onde os dons sejam compartilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu significado na verdade e onde a identidade de cada um se realize numa respeitosa comunhão. A estas expectativas pode dar resposta a fé: sede os seus arautos! Sabei que o Papa vos acompanha com a sua oração e a sua bênção.
Vaticano, 24 de Janeiro - dia de São Francisco de Sales - de 2009.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
sábado, 15 de março de 2008
+ que um simples copo


A NCH (National Coalition for the Homeless), uma organização que ajuda os sem abrigo nos Estados Unidos, lançou esta curiosa campanha, colocando nas tampas dos copos onde é servido o café uma imagem que sugere e ajuda imaginar o interior do copo de um sem abrigo que mendiga na rua. Um copo velho com algumas moedas no fundo e a mensagem «Para muitos de nós isto é mais que um simples copo».
Objectivo da campanha: incentivar a colaboração com os sem abrigo.
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