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terça-feira, 15 de julho de 2014

Quem é que dá os números ao Papa?

Os padres que cometeram abusos serão mesmo 2% do total? Os números que se conhecem até hoje dizem o contrário.
Os padres no mundo são perto de 410 mil. Dois por cento seria dizer mais de 8 mil. 
Um dado que diverge com todos os dados conhecidos até hoje.

A UCCR (Unione di Cristiani Cattolici Razionali) pergunta num artigo recente:
Mas quantos são os padres implicados na pedofilia?

O Vaticano revelou os números oficiais perante a 52ª Comissão da ONU contra a tortura:
entre 2004 e 2013 um total de 884 membros do clero foram reduzidos ao estado laical
no âmbito do escândalo da pedofilia.

Outras medidas disciplinares foram aplicadas a 2.572 sacerdotes (em muitos casos
por serem de idade avançada ou doentes).

Portanto, estes são os números sobre os quais se pode trabalhar.

Se somamos 884 com 2.572, no total temos 3.456 sacerdotes católicos pedófilos em dez anos.

Os padres católicos no mundo, segundo o departamento de estatística do Vaticano, são cerca de 410 mil.

O cálculo é fácil: os 4 mil padres pedófilos correspondem a 0,8% dos padres católicos no activo nos últimos 10 anos.

Marco Tosatt - La Stampa

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Os títulos dos jornais ficaram obcecados?


Da extensa entrevista do Papa Francisco à Civiltà Cattolica o que vai chegar ao grande público são as passagens citadas pela imprensa e, em muitos casos, pouco mais que os títulos.

Por isso, muitos leitores vão ficar com uma visão muito distorcida do conteúdo. Os títulos dos jornais são livres, mas também são indicadores de quais as preocupações essenciais de cada órgão, da mensagem que quer transmitir e do que espera da Igreja.


Para alguns, toda a entrevista se resume a uma frase do Papa: "Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. (...) Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto."  Só nesta e noutra pergunta há referências aos homossexuais e ao aborto.
Obviamente é uma frase significativa, mas para os media alérgicos ao pensamento da Igreja nestas questões, isto é o essencial da entrevista, conforme se deduz dos títulos.
  • O El País espera que a Igreja desista destes temas e se junte ao jornal: "O pontífice defende a promoção da mulher na Igrejae que se deixe de batalhar no aborto, no casamento gay e nos anticonceptivos". Rendam-se, para vosso bem...
  • "Não podemos insistir só no aborto e nos gays", resume El Mundo, embora seja um jornal que fala dos gays até à saturação, venha ou não a propósito, e sempre com orgulho.
  • O La Repubblica garante que o Papa "pede afecto para os gays e para as mulheres depois do aborto", sem que fique claro se o afecto inclui a rectificação ou a legitimação da sua conduta.
  • E o New York Times sentencia: "O Papa diz que a Igreja está obcecada com gays, aborto e controlo da natalidade". Há que deduzir que só se está obcecado com estes temas quando se está contra, porque quando se está a favor – como é o caso do New York Times – então não se está obcecado, mas comprometido. Basta ver a doutrinação habitual do diário de Nova Iorque sobre o casamento gay.

A Igreja, e o Papa nesta entrevista, fala também de muitas outras coisas. Fala de misericórdia, fé, pecado, governo da Igreja, ajuda aos pobres, liturgia, evangelização, sacerdócio... Mas para estes temas os media são impermeáveis, porque não encaixam nas suas obsessões particulares. Por isso não costumam informar sobre isso.

A Igreja só é notícia quando fala de alguma coisa relacionada com o sexo, e nessa altura é preciso criticar essa "obsessão".



Fonte: http://www.aceprensa.com/articles/titulares-obsesivos-de-la-entrevista-al-papa/

sábado, 7 de setembro de 2013

O papa Francisco entre os mais influentes do Twitter

Dados são do relatório Twiplomacy 2013
"Queridos amigos, agradeço a vocês de coração e peço que continuem rezando por mim. Papa Francisco". Estas foram as primeiras palavras do novo pontífice no Twitter, no dia 17 de março. Quatro meses depois, o papa Francisco é uma das pessoas mais influentes no Twitter, com uma centena de tuítes publicados e oito milhões de seguidores, de acordo com o relatório Twiplomacy.
 
Trata-se de um estudo elaborado pela consultoria de comunicação Burson-Masteller, cujos dados mostram o papa Francisco como o líder mais influente no Twitter quando o critério é o número de retuítes (RT) de cada tuíte que ele publica.
 
Levando em conta o número de seguidores, o líder internacional mais popular nesta rede social é o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com 34,6 milhões de seguidores.
Com quase 22.000 RT por tuíte, o papa Francisco é o líder com maior impacto e influência na rede social. O segundo classificado é Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, com menos de 5.000 RT por tuíte. Barack Obama, líder indiscutível no quesito quantidade de seguidores, cai para a quarta posição nesta classificação de influência.
 
Diante dos 21.300 RT do papa Francisco, Barack Obama (@BarackObama) recebe uma media de 2.500 RT e Nicolás Maduro (@NicolasMaduro) consegue 4.770 RT. Os tuítes do papa foram marcados como favoritos 863.000 vezes, com média de 8.630 Fav por tuíte. Cerca de 48% dos RT são da conta em espanhol, @Pontifex_es.
 
No final do período de sé vacante, as contas @Pontifex, em seus vários idiomas, somavam 3 milhões de seguidores. Com a chegada do novo papa, 800.000 novos seguidores surgiram em 4 dias. No fim de junho, a quantidade inicial de seguidores tinha dobrado. E foi no final de julho que as contas atingiram 8 milhões de seguidores. Ao iniciar o pontificado de Francisco, a conta @Pontifex com mais seguidores era a versão em inglês. Quatro meses depois, a conta mais popular é a @Pontifex_es, em espanhol, que reúne 38,9% de todos os seguidores.
 
Foi analisado também o conteúdo dos primeiros 100 tuítes do papa: Jesus (14,5%), amor e misericórdia de Deus (11%), caridade (11%), fé e oração (9,8%), solidariedade e austeridade (7,8%), testemunho cristão e apostolado (7,3%), obras e coerência de vida (7,3%), Jornada Mundial da Juventude (7%), Maria (6,5%) e jovens (3,7%).
 
Quanto ao ritmo de crescimento das contas, observa-se um crescimento muito mais intenso dos seguidores de língua espanhola (+300%) na comparação com os de língua inglesa (+71%), mas a conta que mais cresce é em português (+500%).
 
Para conhecer mais dados do relatório clique aqui!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Um bom cristão não se lamenta


Um bom cristão não se lamenta, mas enfrenta a dor com alegria em Cristo, mesmo no meio de tribulações. Palavras do Papa Francisco na homilia da missa desta manhã (terça-feira) em Santa Marta.

O Papa prosseguiu a sua homilia pondo a tónica na alegria de Paulo e Silas, chamados a enfrentar a prisão e persecuções para transmitir o Evangelho.

Estavam alegres – disse – porque seguiam Cristo no caminho da sua Paixão. Um caminho que o Senhor percorre com paciência… E esse é o caminho que Jesus ensina aos cristãos. Espírito de paciência, o que não quer dizer tristeza, não!

Quer dizer suportar sobre os ombros o peso das dificuldades, o peso das contradições, das tribulações, suportar a vida de todos os dias. (…) Jesus suportou-as com paciência (…).
Um processo de maturidade cristã, através do caminho da paciência. Um processo que não se faz de uma dia para o outro, mas durante toda a vida para se chegar à maturidade cristã. É como o bom vinho”

O Papa recordou depois que muitos mártires sentiam-se felizes, como por exemplo os mártires de Nagazaki que se ajudavam mutuamente, “esperando o momento da morte”. Aliás, diz-se, em relação a alguns mártires – salientou o Papa – que iam ao patíbulo como se vai a uma festa de casamento.

Esta atitude do suportar – acrescentou – é a atitude normal do cristão, mas não é uma atitude masoquista. Antes pelo contrário, é uma atitude que os põe “no caminho de Jesus”: Quando surgem dificuldades, chegam também muitas tentações.

Por exemplo, a lamentação: “viste o que me aconteceu… uma lamentação. E um cristão que se lamenta continuamente deixa de ser um bom cristão: é o senhor ou a senhora das lamentações, não é? (…)

Silencio no suportar, silencio paciente.

Aquele silencio de Jesus que na sua paixão e morte não falou… apenas duas ou três palavras necessária… O silêncio da suportação da Cruz não é um silencio triste. É doloroso, por vezes muito doloroso, mas não é triste.

Papa Francisco
8 maio 2013

sábado, 6 de abril de 2013

Pais de criança deficiente que Papa abraçou falam em testemunho de amor

Os pais de Dominic Gondreau, o jovem com paralisia cerebral que o Papa Francisco pegou ao colo e beijou no Domingo de Páscoa, escreveram sobre a torrente de emoção que o gesto provocou neles e no mundo.
 
Paul Gondreau, que é professor de teologia e está a passar uma temporada em Roma com a família, diz que toda a família desatou a chorar quando o Papa teve aquele gesto e recorda que uma senhora que estava próxima foi dizer à sua mulher: “Sabe, o seu fi lho está cá para nos mostrar como amar”.
 
“Este comentário atingiu a minha mulher como uma confirmação divina daquilo que ela sempre suspeitou: que a vocação especial do Dominic no mundo é levar as pessoas a amar, mostrar-lhes como amar. Os seres humanos são feitos para amar e precisamos de exemplos que nos mostrem como fazê-lo”, escreve Paul num post que foi convidado a escrever para um blogue sobre teologia moral.
“Pela sua partilha na ‘loucura’ da cruz, os deficientes são, na verdade, os mais produtivos de todos nós”, conclui Paul Gondreau.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Perguntas que todos fazem sobre a renúncia de Bento XVI

A renúncia de Bento XVI tem levantado questões legítimas não apenas no mundo católico. Algumas são práticas, enquanto outras têm implicações mais profundas em suas respostas.
O porta-voz oficial do Vaticano, padre Federico Lombardi, deu diversas conferências de imprensa, entre 12 e 15 de Fevereiro. Durante o breafing, vários jornalistas levantaram questões que Pe. Lombardi respondeu com as informações disponíveis no momento.

A partir dessas contestações, oferecemos uma seleção ágil e breve de 23 respostas sobre as questões mais discutidas nos dias de hoje.

A formulação das perguntas e respostas não foram reproduzidas literalmente, foram preparadas, trabalhadas e publicadas no bloghttp :/ / actualidadyanalisis.blogspot.com, com base no que o Pe. Lombardi respondeu. Seguem as respostas, embora não sejam explicitamente como formuladas. A conta Twitter: https://twitter.com/mujicaje tem enviado atualizações relacionadas aos dados enviados pela Assessoria de Imprensa da Santa Sé em tempo real.

1. Qual será a última aparição pública de Bento XVI como Papa?
A última aparição pública como Papa Bento XVI será na Audiência Geral de quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 na Praça de São Pedro, no Vaticano. Em caráter extraordinário, a Audiência Geral contará com a liturgia da Palavra e momentos de oração. No dia seguinte, quinta-feira 28, está agendada uma audiência privada na Sala Clementina da Santa Sé com alguns cardeais. Será a última audiência de seu pontificado.

2. Bento XVI tem alguma doença grave?
Não, Bento XVI não tem nenhuma doença grave.

3. É verdade que Bento XVI tem um marcapasso?
Sim, é verdade que Bento XVI tem um marcapasso. Ele tem desde que era Cardeal-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Há algumas semanas atrás trocaram as baterias do marcapasso.

4. A encíclica sobre a fé que Bento XVI estava escrevendo vai ser publicada?
Não, não está previsto que a encíclica será publicada dado que Bento XVI não pôde concluir. Eventualmente, se for decidido torná-la pública, não entraria no ramo de "encíclica".

5. Por que Bento XVI escolheu as 20:00 do dia 28 de fevereiro para completar o seu ministério como Papa?
Porque é a hora que ele normalmente termina o seu dia de trabalho.

6. Para onde vai Bento XVI após sua aposentadoria como Papa?
Inicialmente, por um período de dois meses, para a residência pontifícia de Catel Gandolfo. Depois, volta para o Vaticano para viver no mosteiro de clausura Mater Ecclesiae.

7. É verdade que Bento XVI decidiu demitir-se durante sua viagem apostólica ao México?
Durante sua viagem apostólica ao México e Cuba, Bento XVI amadureceu o tema de sua renúncia como uma etapa a mais no seu longo processo de reflexão e discernimento sobre este tema. Além disso, a viagem não teve qualquer relevância a este respeito.

8. Qual será o nome e o título de Bento XVI após 28 de fevereiro?
É um tema que ainda está sendo ponderando. Existe certa unanimidade de que manterá o nome de Bento XVI e o título será "Bispo emérito de Roma". No Anuário Pontifício "Bento XVI" continuará a ser o nome oficial utilizado.

9. Bento XVI vai participar do Conclave para eleger seu sucessor?
Não. Bento XVI não vai participar do Conclave para eleger o seu sucessor e nem fará parte do Colégio Cardinalício.

10. Como Bento XVI irá se vestir após 28 de Fevereiro?
Ainda não se sabe como Bento XVI se vestirá após 28 de Fevereiro.

11. A renúncia de um Papa está prevista na Igreja?
Sim. A renúncia de um Papa está prevista e regulamentada pelo Código de Direito Canônico.

12. O que vai acontecer com monsenhor Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia?
Monsenhor Georg Gänswein continua secretário particular de Bento XVI, vai acompanhá-loem Castel Gandolfoe depois ao mosteiro Mater Ecclesia, e também permanece prefeito da Casa Pontifícia. Da mesma forma, é possível que o segundo secretário transfira-se para Castel Gandolfo e acompanhe Bento XVI por um tempo.

13. Quem vai morar com Bento XVI no mosteiro Mater Ecclesia, dentro do Vaticano, após a sua aposentadoria?
Os Memores (grupo de mulheres consagradas, membros da família pontifícia, que auxiliam o papa nas necessidades regulares de casa) e seu secretário pessoal, monsenhor Georg Gänswein.

14. A questão dos chamados "Vatileaks" (vazamento de documentos reservados) influenciou a decisão do Papa?
Não teve nenhuma relevância. Se você deseja receber informações corretas deve se limitar ao que disse o Papa sobre sua renúncia.

15. Aproximadamente, quando poderia começar o Conclave?
As datas mais convincentes indicam que iniciará entre 15 e 20 de março.

16. Bento XVI mudou as regras para a eleição de um Papa nas últimas semanas?
Não. Bento XVI não mudou recentemente as regras para a eleição de um Papa. Em 2007, ele fez uma pequena alteração para mudar o sistema de votação. Essa modificação de 2007 estabelece que é necessário uma maioria de dois terços na votação realizada no Conclave. O resto das normas vigentes continua a ser as da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.

17. Qual é o termo correto para descrever o que o Papa fez?
"Renúncia" seria o termo mais específico e técnico. "Demissão" não, porque pressupõe que alguém aceita a demissão para que tenha efeito e, no caso do Papa, isso não é necessário. "Abdicação" seria o termo mais adequado para um rei.

18. Existem lutas de poder no Vaticano?
Em toda instituição existe uma dinâmica que leva a opiniões diferentes, o que é sempre uma riqueza. A diferença e diversidade de opiniões são positivas se conduzem ao bem da própria instituição. Tais diferenças, no entanto, não devem ser exageradas porque não corresponderiam à realidade e às intenções das pessoas. Afirmar que há lutas de poder não corresponde à realidade do que está acontecendo na Igreja agora.

19. O jornalista Peter Seewald entrevistou Bento XVI antes de sua demissão?
O jornalista alemão Peter Seewald, que no passado se reuniu várias vezes com Joseph Ratzinger- Bento XVI, entrevistou o Papa Bento XVI faz dois meses e meio. A entrevista faz parte da biografia oficial de Bento XVI em que está trabalhando Seewald.

20. Bento XVI encontrará o novo Papa?
Não está programado que Bento XVI encontrará o novo Papa.

21. Por que Bento XVI decidiu ficar, depois de dois meses em Castel Gandolfo, num mosteiro no Vaticano e não retornar à Baviera, sua terra natal?
Bento XVI não mencionou claramente, mas a presença e oração de Bento XVI no Vaticano dá uma continuidade espiritual ao papado. Além disso, Bento XVI mora no Vaticano há mais de três décadas.

22. Quais são as razões exatas dadas por Bento XVI para a sua renúncia?
Na segunda-feira 11 de fevereiro, o Papa Bento XVI afirmou explicitamente que chegou “à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino” e também mencionou que para governar a Igreja e anunciar o Evangelho é necessário “o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado.

23 - Qual é a agenda oficial de Bento XVI de 11 a 28 de fevereiro de 2013?
O calendário oficial de Bento XVI é o seguinte:
23 de fevereiro: Conclusão dos exercícios espirituais
24 de fevereiro: Último Angelus de Bento XVI na Praça de São Pedro
25 de fevereiro: Audiência privada com alguns cardeais
27 de fevereiro: Última Audiência Geral de Bento XVI
28 de fevereiro: Às 11 horas saúda os cardeais na Sala Clementina do Vaticano. Às 17:00 se transfere para Castel Gandolfo. Às 20:00 começa a Sede Vacante.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Há ou não um Deus? - e se há, o que tem a ver connosco?

Por detrás do silêncio do universo, por detrás das nuvens da história, há ou não um Deus? E se há esse Deus, que nos conhece, o que tem a ver connosco?, exemplificou o Papa perante os mais de 260 participantes na 13ª assembleia sinodal ordinária, a decorrer no Vaticano.

Lembrando que "muitas pessoas se perguntam" se Deus é ou não uma "hipótese', Bento XVI declarou que o Evangelho (palavra de origem grega que significa boa notícia) "quer dizer que Deus rompeu o seu silêncio, falou, existe".

No seu primeiro discurso na sala do Sínodo, o Papa frisou que “o cristão não deve ser morno”, afirmando mesmo que “este é o mais grave perigo para o cristianismo de hoje”.

Para Bento XVI, é importante recuperar o sentido da confissão (confessio, em latim) da fé, que implica um risco de morte e capacidade de sofrer por aquilo em que se acredita.

“Isto garante a credibilidade: a confissão implica a disponibilidade de dar a minha vida, de aceitar o sofrimento”, referiu.

Segundo o Papa, a fé não é algo que se possa “deixar cair” e a sua confissão “é o primeiro alicerce da evangelização”, que se deve tornar visível através da ação de caridade para ser “força do presente e do futuro”.

“O fogo é luz, é calor, força de transformação: a cultura humana começou quando o homem descobriu que podia criar o fogo que destrói, mas, sobretudo, transforma, renova e cria uma novidade, a do homem que se torna luz em Deus”, prosseguiu.

fonte Agência Ecclesia

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Bento XVI: a fraternida​de é uma antecipaçã​o do Céu

 

Jesus convida-vos a proceder como Ele,
a acolher o outro sem reservas,
mesmo que pertença a cultura, religião, nação diferentes.

Dar-lhe lugar, respeitá-lo, ser bom com ele
torna-vos sempre mais ricos em humanidade
e fortes com a paz do Senhor.

Sei que muitos de vós participam
nas diversas actividades promovidas pelas paróquias,
escolas, movimentos, associações.

É bom comprometer-se com os outros e pelos outros.

Viver, juntos, momentos de amizade e alegria
permite resistir aos germes de divisão,
que devemos combater sem cessar.

A fraternidade é uma antecipação do Céu.


Bento XVI aos jovens
Líbano, 15 Setembro 2012

fonte: "O Carteiro"