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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Um bom cristão não se lamenta
Um bom cristão não se lamenta, mas enfrenta a dor com alegria em Cristo, mesmo no meio de tribulações. Palavras do Papa Francisco na homilia da missa desta manhã (terça-feira) em Santa Marta.
O Papa prosseguiu a sua homilia pondo a tónica na alegria de Paulo e Silas, chamados a enfrentar a prisão e persecuções para transmitir o Evangelho.
Estavam alegres – disse – porque seguiam Cristo no caminho da sua Paixão. Um caminho que o Senhor percorre com paciência… E esse é o caminho que Jesus ensina aos cristãos. Espírito de paciência, o que não quer dizer tristeza, não!
Quer dizer suportar sobre os ombros o peso das dificuldades, o peso das contradições, das tribulações, suportar a vida de todos os dias. (…) Jesus suportou-as com paciência (…).
Um processo de maturidade cristã, através do caminho da paciência. Um processo que não se faz de uma dia para o outro, mas durante toda a vida para se chegar à maturidade cristã. É como o bom vinho”
O Papa recordou depois que muitos mártires sentiam-se felizes, como por exemplo os mártires de Nagazaki que se ajudavam mutuamente, “esperando o momento da morte”. Aliás, diz-se, em relação a alguns mártires – salientou o Papa – que iam ao patíbulo como se vai a uma festa de casamento.
Esta atitude do suportar – acrescentou – é a atitude normal do cristão, mas não é uma atitude masoquista. Antes pelo contrário, é uma atitude que os põe “no caminho de Jesus”: Quando surgem dificuldades, chegam também muitas tentações.
Por exemplo, a lamentação: “viste o que me aconteceu… uma lamentação. E um cristão que se lamenta continuamente deixa de ser um bom cristão: é o senhor ou a senhora das lamentações, não é? (…)
Silencio no suportar, silencio paciente.
Aquele silencio de Jesus que na sua paixão e morte não falou… apenas duas ou três palavras necessária… O silêncio da suportação da Cruz não é um silencio triste. É doloroso, por vezes muito doloroso, mas não é triste.
Papa Francisco
8 maio 2013
Etiquetas:
alegria,
comunicação,
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terça-feira, 22 de maio de 2012
Tempos «difíceis» pedem linguagem de esperança, defende cardeal-patriarca
O cardeal-patriarca de Lisboa considera que os católicos presentes nos
diversos órgãos de comunicação social têm a responsabilidade acrescida,
nestes tempos “difíceis”, de ajudar as pessoas a lerem a realidade à luz
da esperança que brota do Evangelho.
Para D. José Policarpo, o “testemunho” da fé pode levar “homens e
mulheres” a encararem os problemas atuais “não apenas com os dados
imediatos da economia ou sociologia” mas sobretudo com o vigor contido
na “mensagem de Jesus”.
Comunicar significa antes de mais “anunciar aquilo em que se
acredita”, recorda o prelado, e a “grande questão” hoje em dia, no meio
da “força” que move os media, alimentada pela tecnologia, é perceber se
“tudo o que se diz e se escreve” resulta realmente de “um testemunho” ou
se “são só palavras”.
“Aquilo que toca o coração das pessoas não são as palavras, mas sim
aquela carga de vida que elas levam e que sai do coração de quem as
pronuncia”, sublinha o cardeal-patriarca, acrescentando que, no caso dos
“media que pertencem à Igreja”, o “anúncio” da vida nova de Cristo aos
homens é uma “obrigação”.
D. José Policarpo enviou este desafio aos jornalistas cristãos no
último domingo, durante uma celebração eucarística na paróquia da
Benedita, Diocese de Lisboa, por ocasião da celebração do 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
O cardeal-patriarca assinalou também os 80 anos do jornal “Voz da
Verdade”, que saiu pela primeira vez à rua no dia 10 de janeiro de 1932.
Depois de recordar todos aqueles que contribuíram para a publicação
daquele semanário dominical do Patriarcado de Lisboa, o prelado pediu
aos profissionais da comunicação para que se deixem sempre guiar pelos
valores da “sinceridade” e “veracidade”.
|
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Media: Conjugação entre silêncio e palavra oferece «independência» e rigor à informação
|
A experiência do silêncio oferece “independência de critérios e um relacionamento humano e humanizante” à informação, defendeu hoje em Lisboa a irmã Maria Albertina, religiosa de clausura do Mosteiro das Clarissas de São José, Vila das Aves.
A monja sustentou que o silêncio é uma “conquista permanente”, para conduzir à “harmonia interior”, falando durante a sessão de apresentação do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, que a Igreja Católica vai celebrar a 20 de maio.
A iniciativa, este ano dedicada ao tema ‘Silêncio e palavra: caminho de evangelização’, título de mensagem de Bento XVI para esta celebração, reuniu cerca de cinco dezenas de jornalistas. A irmã Maria Albertina referiu aos presentes que “há uma vocação que implica o silêncio, para o encontro, para uma comunicação profunda”.
“Silêncio para escutar, para deixar que cada pessoa se exprima, no respeito pela diferença de pensamento”, acrescentou.
Para a religiosa, “o silêncio subtrai aos dois perigos assinalados pelo Papa: o desinteresse, numa atenção calejada de tanta notícia ouvir; ao aturdimento das múltiplas sensações deixadas pelo excesso de informação mal digerida”.
“A partir do silêncio, eu vejo todos os intervenientes da notícia que me chega, apenas como seres humanos e não sob uma ou outra cor que me é apresentada”, testemunhou.
O jornalista Henrique Monteiro, diretor da Editorial Impresa, alertou, por seu lado, para o que denominou como “totalitarismo científico”.
“O silêncio intimida-nos, numa sociedade que é de ruído e quer ter respostas para tudo”, observou.
Nesse sentido, criticou a confusão entre informação, conhecimento e sabedoria, “como se fossem todos a mesma coisa”.
“O silêncio tem esse poder terrível de nos fazer pensar e de nos fazer compreender”, acrescentou Henrique Monteiro.
“O silêncio apenas diz da nossa pequenez e da nossa ignorância. Nós não sabemos tudo”, prosseguiu, revelando que para a maioria das pessoas com que trabalha, “que são os jornalistas, as respostas ou não existem ou já estão dadas”.
A celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais foi a única do género a ser instituída pelo Concílio Vaticano II (Decreto ‘Inter Mirifica’, 1963).
fonte Agência Ecclesia (OC) |
terça-feira, 8 de maio de 2012
O cardeal Dolan e os problemas de "laringite" da hierarquia
Não são tempos de tédio para o cardeal Timothy
Dolan, arcebispo de Nova Iorque. Desde há meses, como presidente da conferência
episcopal dos Estados Unidos, Dolan personifica a oposição ao decreto da administração Obama que
irá obrigar empresas e instituições a incluir a contracepção entre os serviços
cobertos pelos seguros de saúde que pagam aos seus empregados
Pareceram-me particularmente interessantes as
últimas três referências amplas dedicadas ao arcebispo de Nova Iorque: um perfil publicado na Newsweek,
um artigo-entrevista com várias
citações no The Wall Street Journal e uma entrevista televisiva à Fox
News. Nos três, ao lado de uma atitude positiva, aparece o respeito de
Dolan pelo "adversário" Obama, aparece o esforço por focar o conflito
como uma ameaça à liberdade religiosa (e não como uma discussão sobre a
contracepção) e a abertura para debater assuntos em que a mesma hierarquia da
Igreja (a que ele pertence) agiu mal.
Sobre este último ponto diz, por exemplo: "não me assusta admitir que é
desafio interno para a catequese – um desafio grande como uma torre – convencer
a nossa própria gente sobre a beleza moral e a coerência daquilo que ensinamos.
É tarefa gigante".
Sobre a contracepção, admite que "muitos de nós" ao considerar que se trata de um tema impopular pensámos inconscientemente: "o melhor é não falar sobre isso", e deu-se um vazio.
Depois, a crise dos abusos "intensificou a nossa laringite para falar dos temas da castidade e da moral sexual". A atitude era: "depois do que fizeram alguns bispos e padres, embora uma minoria, como é que eu posso ter alguma credibilidade para falar disso?".
Sobre a contracepção, admite que "muitos de nós" ao considerar que se trata de um tema impopular pensámos inconscientemente: "o melhor é não falar sobre isso", e deu-se um vazio.
Depois, a crise dos abusos "intensificou a nossa laringite para falar dos temas da castidade e da moral sexual". A atitude era: "depois do que fizeram alguns bispos e padres, embora uma minoria, como é que eu posso ter alguma credibilidade para falar disso?".
E, no entanto, o arcebispo diz que encontra,
especialmente entre os jovens adultos, "uma fome" de uma voz mais
autorizada da Igreja sobre sexualidade. "(Esses jovens) apressam-se a
dizer que talvez não sejam capazes de lhe obedecer, mas querem ouvir essa voz.
Por uma questão de justiça, tu, como pastor, precisas de nos falar. Precisas de
nos desafiar".
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Jornada Mundial da Juventude | logo
Para Fábio Castro, diretor geral da Promocat Marketing Integrado e responsável pelas negociações com a CNBB – Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil e com a Arquidiocese do Rio de Janeiro para a realização da feira ExpoCatólica como evento oficial da JMJ 2013, disse que a logo escolhida preenche todos os elementos necessários que uma logomarca precisa ter para compor a identidade visual do evento: “foi uma escolha assertiva. Uma logotipia leve, com traços suaves e, ao mesmo tempo, modernos”. Disse.
Fábio Castro lembrou ainda que a utilização do Cristo Redentor juntamente com as cores da bandeira nacional também foi providencial. “Não poderiam deixar de fora o maior símbolo da Brasil que também é católico e da Igreja Católica . Há um detalhe na marca que chama a atenção: o coração, que remete imediatamente ao coração de Cristo, acolhedor e gratuito, simples e direto. É uma marca que traz em si várias mensagens cristãs, basta um olhar amplo” concluiu Castro.
fonte rio2013.com
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Elogio do silêncio
A mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais faz o
elogio do silêncio enquanto factor crucial e, muitas vezes, esquecido
para a verdadeira comunicação. O texto de Bento XVI para 20 de Maio,
Domingo da Ascenção, foi hoje divulgado pelo Vaticano.
O silêncio e a palavra devem equilibrar-se entre si, explica Bento XVI: “Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém, se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado”.
O Papa sublinha ainda o papel do silêncio "para favorecer o discernimento". Bento XVI refere que, perante tantos estímulos, é nessário "focalizar as perguntas verdadeiramente importantes".
“Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes”, pode ler-se na mensagem do Papa.
Neste quadro, Bento XVI sublinha que se torna necessário ao Homem encontrar espaços, mesmo nessas redes sociais, onde haja lugar para a reflexão, a oração e o silêncio.
O Papa identifica nesta insistente procura de respostas a “inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades” e, por isso, diz que não nos devemos surpreender com o facto de, “nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio" constituÍrem "espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas”.
Bento XVI toca também na questão da contemplação religiosa, recordando um tema que já tinha aflorado,em Outubro, numa visita à cartuxa da Serra de São Bruno, em Itália.
A mensagem termina falando da importância de se educar correctamente na comunicação: “Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo”.
Filipe d'Avillez RR
O silêncio e a palavra devem equilibrar-se entre si, explica Bento XVI: “Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém, se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado”.
O Papa sublinha ainda o papel do silêncio "para favorecer o discernimento". Bento XVI refere que, perante tantos estímulos, é nessário "focalizar as perguntas verdadeiramente importantes".
“Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes”, pode ler-se na mensagem do Papa.
Neste quadro, Bento XVI sublinha que se torna necessário ao Homem encontrar espaços, mesmo nessas redes sociais, onde haja lugar para a reflexão, a oração e o silêncio.
O Papa identifica nesta insistente procura de respostas a “inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades” e, por isso, diz que não nos devemos surpreender com o facto de, “nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio" constituÍrem "espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas”.
Bento XVI toca também na questão da contemplação religiosa, recordando um tema que já tinha aflorado,em Outubro, numa visita à cartuxa da Serra de São Bruno, em Itália.
A mensagem termina falando da importância de se educar correctamente na comunicação: “Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo”.
Filipe d'Avillez RR
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Godzine
A revista, agora bimestral, tem 9 secções, uma nova imagem e uma aposta
clara na selecção cuidada dos colaboradores sob a coordenação de Nuno
Sousa e Sara Amaral.
Entre as novidades encontramos a secção "YouCat" da responsabilidade do Ir. Darlei Zanon, religioso paulista e editor do YouCat para a língua portuguesa; a secção "Parábolas" da responsabilidade do padre dehoniano Ricardo José, e a secção "Dialetos da Palavra" que passa agora a ser da responsabilidade do Pe. Nuno Westwood.
As secções "5 minutos com o Mestre" (Adriano Batista) e "Folha dos Santos" mantêm-se, bem como a secção "Juventude que acredita" que continua a ser da responsabilidade da equipa CJ.
Outra aposta forte desta nova fase da Godzine é a ligação com os jovens brasileiros e daí o convite feito a Roberto Alves e Fernando Mininelli para assegurar a secção Cristo Jovem Brasil com conteúdos informais e descontraídos sobre a realidade da igreja e da pastoral juvenil no Brasil.
A JMJ Rio 2013 tem também um espaço próprio na nova Godzine. Lucas Monteiro, voluntário na equipa de comunicação da JMJ Madrid 2011 e membro da equipa nacional de jovens comunicadores da CNBB, é o colaborador responsável por esta secção.
Já a secção "Juventude que acredita" continua sob a responsabilidade da equipa Cristo Jovem.
Entre as novidades encontramos a secção "YouCat" da responsabilidade do Ir. Darlei Zanon, religioso paulista e editor do YouCat para a língua portuguesa; a secção "Parábolas" da responsabilidade do padre dehoniano Ricardo José, e a secção "Dialetos da Palavra" que passa agora a ser da responsabilidade do Pe. Nuno Westwood.
As secções "5 minutos com o Mestre" (Adriano Batista) e "Folha dos Santos" mantêm-se, bem como a secção "Juventude que acredita" que continua a ser da responsabilidade da equipa CJ.
Outra aposta forte desta nova fase da Godzine é a ligação com os jovens brasileiros e daí o convite feito a Roberto Alves e Fernando Mininelli para assegurar a secção Cristo Jovem Brasil com conteúdos informais e descontraídos sobre a realidade da igreja e da pastoral juvenil no Brasil.
A JMJ Rio 2013 tem também um espaço próprio na nova Godzine. Lucas Monteiro, voluntário na equipa de comunicação da JMJ Madrid 2011 e membro da equipa nacional de jovens comunicadores da CNBB, é o colaborador responsável por esta secção.
Já a secção "Juventude que acredita" continua sob a responsabilidade da equipa Cristo Jovem.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Apresentação da Fundação Santa Rafaela Maria
A Fundação Santa Rafaela Maria é a consagração do projecto social da
Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus que começou em 1992
no Bairro da Quinta da Fonte da Prata, na Moita
—————
6 DE JANEIRO, SEXTA-FEIRA
FONTE DA PRATA (ver mapa)
IGREJA PAROQUIAL S. LOURENÇO DE ALHOS VEDROS (ver mapa)
19H30
JANTAR OFERECIDO PELA COMUNIDADE DO BAIRRO DA QUINTA DA FONTE DA PRATA
Fonte da Prata, Rua Eça de Queirós, Bloco H, 20 – 1º D, Alhos Vedros
21H00
MISSA NA IGREJA PAROQUIAL S. LOURENÇO DE ALHOS VEDROS
Celebrada Por D. Gilberto (a confirmar), Pe. Miguel Almeida sj, Pe. Carlos Alves
—————
7 DE JANEIRO, SÁBADO
FÓRUM CULTURAL JOSÉ MANUEL FIGUEIREDO (ver mapa)
16H30
APRESENTAÇÃO DA FUNDAÇÃO E FESTA,
COM A PARTICIPAÇÃO DE
Pe. António Vaz Pinto, sj
Daniela Vieitas, atriz
Irene Guia, aci
Rui Castro Martins, empresário
Laurinda Alves, jornalista
Ania Ramirez, aci
Rita Cortez, aci
José Pedro Cobra Ferreira, advogado, voluntário, comediante
Carminho, fadista
Mafalda Veiga, cantora
Maria Vaz Pinto, aci
SEGUIDO DE UM CÁLICE DE PORTO
—————
6 DE JANEIRO, SEXTA-FEIRA
FONTE DA PRATA (ver mapa)
IGREJA PAROQUIAL S. LOURENÇO DE ALHOS VEDROS (ver mapa)
19H30
JANTAR OFERECIDO PELA COMUNIDADE DO BAIRRO DA QUINTA DA FONTE DA PRATA
Fonte da Prata, Rua Eça de Queirós, Bloco H, 20 – 1º D, Alhos Vedros
21H00
MISSA NA IGREJA PAROQUIAL S. LOURENÇO DE ALHOS VEDROS
Celebrada Por D. Gilberto (a confirmar), Pe. Miguel Almeida sj, Pe. Carlos Alves
—————
7 DE JANEIRO, SÁBADO
FÓRUM CULTURAL JOSÉ MANUEL FIGUEIREDO (ver mapa)
16H30
APRESENTAÇÃO DA FUNDAÇÃO E FESTA,
COM A PARTICIPAÇÃO DE
Pe. António Vaz Pinto, sj
Daniela Vieitas, atriz
Irene Guia, aci
Rui Castro Martins, empresário
Laurinda Alves, jornalista
Ania Ramirez, aci
Rita Cortez, aci
José Pedro Cobra Ferreira, advogado, voluntário, comediante
Carminho, fadista
Mafalda Veiga, cantora
Maria Vaz Pinto, aci
SEGUIDO DE UM CÁLICE DE PORTO
domingo, 23 de outubro de 2011
Experimenta partilhar
Um vídeo muito simples com uma mensagem essencial fácil de perceber.
Por quê criamos tantas barreiras e complicamos tanto um gesto que deveria ser tão espontáneo e natural? Vale a pena pensar nisto e fazer alguma coisa para mudar as coisas....
experimentocomparte.org
Por quê criamos tantas barreiras e complicamos tanto um gesto que deveria ser tão espontáneo e natural? Vale a pena pensar nisto e fazer alguma coisa para mudar as coisas....
experimentocomparte.org
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Tem vocação? Aplicativo para ajudar a descobri-la
Responder ao “chamado” está se tornando mais fácil atualmente, e de maneira surpreendente. Aqueles que desejam receber mais informação sobre o sacerdócio católico não precisam fazer nada além de olhar para o seu smartphone.
A Conferência Episcopal da Irlanda está promovendo seu novo Vocations App.
O aplicativo foi apresentado na segunda-feira pelo bispo auxiliar Donal McKeown, da diocese de Down e Connor, presidente da Comissão da Conferência Episcopal para as Vocações.
Este novo aplicativo, o primeiro deste tipo no mundo, está disponível para download gratuito na Apple Store.
O propósito deste aplicativo é “ajudar as gerações atuais e futuras que pretendem pesquisar e encontrar informação sobre vocações ao sacerdócio diocesano na Irlanda”, anunciou a conferência episcopal, em um comunicado de imprensa.
O aplicativo foi desenvolvido por uma companhia de Dublin, Magic Time Apps, e criado pelo Pe. Paddy Rushe, da arquidiocese de Armagh.
O aplicativo inclui dados de contatos e estatísticas das 26 dioceses da Irlanda e as perguntas mais frequentes, para ajudar uma pessoa a discernir sua vocação, incluindo perguntas como “o que um sacerdote faz cada dia?” e “quanto tempo é preciso estudar?”
Também oferece notícias do site das vocações nacionais e “testes” que ajudam o usuário a refletir sobre sua possível vocação.
As atualizações previstas para o aplicativo incluem “um contador de orações” para aqueles que desejam oferecer suas orações pelas vocações, além de uma galeria de fotos que supõe uma janela aberta para a vida no seminário.
fonte: ZENIT.org
A Conferência Episcopal da Irlanda está promovendo seu novo Vocations App.
O aplicativo foi apresentado na segunda-feira pelo bispo auxiliar Donal McKeown, da diocese de Down e Connor, presidente da Comissão da Conferência Episcopal para as Vocações.
Este novo aplicativo, o primeiro deste tipo no mundo, está disponível para download gratuito na Apple Store.
O propósito deste aplicativo é “ajudar as gerações atuais e futuras que pretendem pesquisar e encontrar informação sobre vocações ao sacerdócio diocesano na Irlanda”, anunciou a conferência episcopal, em um comunicado de imprensa.
O aplicativo foi desenvolvido por uma companhia de Dublin, Magic Time Apps, e criado pelo Pe. Paddy Rushe, da arquidiocese de Armagh.
O aplicativo inclui dados de contatos e estatísticas das 26 dioceses da Irlanda e as perguntas mais frequentes, para ajudar uma pessoa a discernir sua vocação, incluindo perguntas como “o que um sacerdote faz cada dia?” e “quanto tempo é preciso estudar?”
Também oferece notícias do site das vocações nacionais e “testes” que ajudam o usuário a refletir sobre sua possível vocação.
As atualizações previstas para o aplicativo incluem “um contador de orações” para aqueles que desejam oferecer suas orações pelas vocações, além de uma galeria de fotos que supõe uma janela aberta para a vida no seminário.
fonte: ZENIT.org
domingo, 4 de setembro de 2011
Experimentemos convencer sem esmagar
10 ideias para comunicar a fé
Quem quer comunicar a experiência cristã precisa de conhecer a fé que deseja transmitir, e precisa de conhecer também as regras de jogo da comunicação pública. Há princípios a seguir. Sobre a mensagem que se quer difundir; sobre a pessoa que comunica; e sobre o modo de transmitir.
Mensagem
PRIMEIRO: a mensagem deve ser positiva. Os públicos recebem informações muito variadas, e prestam atenção aos protestos e às críticas. Mas, acima de tudo, aderem a projectos, propostas e causas positivas.
SEGUNDO: a mensagem deve ser relevante, com significado para quem ouve, e não apenas para quem fala.
TERCEIRO: a mensagem deve ser clara. A comunicação não é principalmente o que o emissor diz, mas o que o destinatário ouve. Para comunicar é preciso evitar os argumentos complexos e as palavras obscuras.
Pessoa
PRIMEIRO: o destinatário aceita a mensagem que vem de uma pessoa ou organização que mereça credibilidade. A credibilidade apoia-se na veracidade e na integridade moral. Por isso, a mentira e a suspeita anulam a comunicação.
SEGUNDO: empatia. A comunicação é uma relação entre pessoas, com pontos de vista, sentimentos e emoções. Falar de modo frio aumenta a distância. A empatia não é renunciar às convicções pessoais, mas imaginar-se na pele do outro.
TERCEIRO: cortesia. Se não respeitarmos as formas, corremos o risco de que a proposta cristã seja vista como mais uma das posições radicais que andam por aí. A clareza não é incompatível com a amabilidade. Com amabilidade é possível conversar; sem amabilidade o fracasso fica garantido.
Modo de comunicar
PRIMEIRO: profissionalismo. Cada campo do saber tem a sua metodologia; cada actividade, as suas regras; e cada profissão, a sua lógica. Isto aplica-se às acções de comunicação.
SEGUNDO: transversalidade. O profissionalismo é imprescindível quando um debate afecta as convicções religiosas. A transversalidade é imprescindível quando um debate afecta as convicções políticas.
TERCEIRO: gradualidade. As tendências sociais nascem, crescem, desenvolvem-se, alteram-se e morrem. Em consequência, a comunicação de ideias tem muito a ver com a "agricultura": semear, regar, podar, limpar, esperar, antes de colher.
O fenómeno da secularização consolidou-se ao longo dos últimos séculos. Processos de longa gestação não se resolvem em anos, meses ou semanas.
O Cardeal Ratzinger dizia que a nossa visão do mundo costuma seguir um paradigma "masculino", onde o importante é a acção, a eficácia, a programação e a rapidez. E concluía que convém dar mais espaço a um paradigma "feminino", porque a mulher sabe
que tudo o que tem a ver com a vida requer espera, paciência.
* * *
A estes 9 princípios junta-se um outro, que afecta a todos eles. O princípio da caridade.
A caridade é o conteúdo, o método e o estilo da comunicação da fé. A caridade dá credibilidade, empatia, e amabilidade às pessoas que comunicam. E é a força que permite agir de forma paciente, integradora e aberta. Porque o mundo em que vivemos é também com excessiva frequência um mundo duro e frio, onde muitas pessoas se sentem excluídas e maltratadas, e sonham por um pouco de luz e calor.
Neste mundo, o grande argumento dos católicos é a caridade.
Juan Manuel Mora | Universidad de Navarra (España)
ler o artigo completo aqui
Quem quer comunicar a experiência cristã precisa de conhecer a fé que deseja transmitir, e precisa de conhecer também as regras de jogo da comunicação pública. Há princípios a seguir. Sobre a mensagem que se quer difundir; sobre a pessoa que comunica; e sobre o modo de transmitir.
Mensagem
PRIMEIRO: a mensagem deve ser positiva. Os públicos recebem informações muito variadas, e prestam atenção aos protestos e às críticas. Mas, acima de tudo, aderem a projectos, propostas e causas positivas.
SEGUNDO: a mensagem deve ser relevante, com significado para quem ouve, e não apenas para quem fala.
TERCEIRO: a mensagem deve ser clara. A comunicação não é principalmente o que o emissor diz, mas o que o destinatário ouve. Para comunicar é preciso evitar os argumentos complexos e as palavras obscuras.
Pessoa
PRIMEIRO: o destinatário aceita a mensagem que vem de uma pessoa ou organização que mereça credibilidade. A credibilidade apoia-se na veracidade e na integridade moral. Por isso, a mentira e a suspeita anulam a comunicação.
SEGUNDO: empatia. A comunicação é uma relação entre pessoas, com pontos de vista, sentimentos e emoções. Falar de modo frio aumenta a distância. A empatia não é renunciar às convicções pessoais, mas imaginar-se na pele do outro.
TERCEIRO: cortesia. Se não respeitarmos as formas, corremos o risco de que a proposta cristã seja vista como mais uma das posições radicais que andam por aí. A clareza não é incompatível com a amabilidade. Com amabilidade é possível conversar; sem amabilidade o fracasso fica garantido.
Modo de comunicar
PRIMEIRO: profissionalismo. Cada campo do saber tem a sua metodologia; cada actividade, as suas regras; e cada profissão, a sua lógica. Isto aplica-se às acções de comunicação.
SEGUNDO: transversalidade. O profissionalismo é imprescindível quando um debate afecta as convicções religiosas. A transversalidade é imprescindível quando um debate afecta as convicções políticas.
TERCEIRO: gradualidade. As tendências sociais nascem, crescem, desenvolvem-se, alteram-se e morrem. Em consequência, a comunicação de ideias tem muito a ver com a "agricultura": semear, regar, podar, limpar, esperar, antes de colher.
O fenómeno da secularização consolidou-se ao longo dos últimos séculos. Processos de longa gestação não se resolvem em anos, meses ou semanas.
O Cardeal Ratzinger dizia que a nossa visão do mundo costuma seguir um paradigma "masculino", onde o importante é a acção, a eficácia, a programação e a rapidez. E concluía que convém dar mais espaço a um paradigma "feminino", porque a mulher sabe
que tudo o que tem a ver com a vida requer espera, paciência.
* * *
A estes 9 princípios junta-se um outro, que afecta a todos eles. O princípio da caridade.
A caridade é o conteúdo, o método e o estilo da comunicação da fé. A caridade dá credibilidade, empatia, e amabilidade às pessoas que comunicam. E é a força que permite agir de forma paciente, integradora e aberta. Porque o mundo em que vivemos é também com excessiva frequência um mundo duro e frio, onde muitas pessoas se sentem excluídas e maltratadas, e sonham por um pouco de luz e calor.
Neste mundo, o grande argumento dos católicos é a caridade.
Juan Manuel Mora | Universidad de Navarra (España)
ler o artigo completo aqui
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
What is WYD Young Answers?
Etiquetas:
comunicação,
criatividade,
igreja,
jovens,
mesagem,
opinião,
vídeo
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Living World Faces
"Living World Faces" is an idea for the web, organized by the Pontifical Council for Social Communications and published on www.pope2you.net a vatican portal. It allows an original and young mode, and those who will be present in Madrid and those who remain at home, to participate actively in the Youth World Day, posting their photos and showing a desire to be united in a "one world" and rooted in Christ.
Take a picture, upload and pointing out where to send it then looks at the mosaic with your picture.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Você na TV
Vejam este vídeo sobre a importância da Igreja perder o medo de utilizar os meios de comunicação mais modernos e algumas ferramentas de gestão como o marketing religioso.
sábado, 23 de julho de 2011
Evangelização e Comunicação
Recentemente em Vilnius, na Lituânia, os secretários gerais das Conferências Episcopais da Europa encontraram-se com os responsáveis da comunicação das mesmas conferências. O objectivo era pensar a relação entre evangelização e comunicação.
O tema é, sem dúvida, muito vasto e não pode se pretendia chegar a todos os aspectos. Foram, no entanto tratadas duas questões muito concretas, que têm que ver com o modo como a Igreja se relaciona com os meios de comunicação Social e, por isso, como se dá a conhecer ao mundo e como utiliza os novos instrumentos da tecnologia para comunicar.
Em primeiro lugar tratou-se das crises. Como é que a Igreja comunica com a sociedade quando há “crises” ou problemas dentro da Igreja? A conclusão, que poderia ser surpreendente para quem não percebe muito bem o que é a Igreja, foi de que quando há crises, o mais importante não é escondê-las ou disfarçá-las, mas tentar resolver o problema que lhe deu origem. As “crises” não se resolvem com uma simples estratégia de comunicação, mas atacando as origens. Um exemplo claro temos no modo como o Santo Padre tem lidado com o problema da pedofilia. Vemos que para o Papa não foi e não é a principal preocupação defender a imagem da Igreja, mas, efectivamente, tentar por tudo que não haja mais crianças a sofrerem e que os sacerdotes sejam mais santos. A comunicação da Igreja nestes casos não deve, por isso, tentar disfarçar o problema ou dizer que também outros têm o mesmo problema, mas reconhecer o problema e mostrar o que se está a fazer para o resolver. Importante ainda, como foi dito por diversos participantes da reunião, é a unidade dos pastores e dos membros da Igreja. A nossa unidade vem de Deus, bem o sabemos, e não tem as suas raízes nas simples qualidades humanas dos filhos da Igreja, mas claro que também é uma responsabilidade que exige de cada um uma grande atenção.
O segundo tema tratado em Vilnius tem que ver com a necessiade de a Igreja conhecer e utilizar bem os novos instrumentos, nomeadamente as redes sociais e outros recursos próprios dos nossos tempos na sua missão. Sobre isto tem havido uma evolução na maneira como os especialistas da Igreja têm abordado a questão. Talvez há uns 10 anos havia unanimidade em dizer que a Igreja não podia perder o comboio. O Evangelho não é, de facto, contrário a nenhum desenvolvimento tecnológico e tudo o que ajudar é bom e, por isso, não podemos deixar de estar presente em todos os lugares, mesmo no mundo virtual. Mas hoje estamos a assistir a diversas mudanças que fazem pensar que, de facto, a posição, digamos, progressista e que olha para o futuro, não é a que quer “adaptar” o que temos a dizer aos novos meios, mas a daqueles que estão conscientes da identidade da Igreja e sabem ter uma atitude crítica e livre em relação aos novos meios de comunicação. Se evangelizar é levar Jesus às pessoas e não é simplesmente a transmissão de uma mensagem ou de uma doutrina, então não se pode nunca substituir o encontro pessoal – a Igreja é o corpo de Cristo e os cristãos são os Seus membros que podem ser encontrados – por encontros virtuais. O conto de E.M. Forster “the machine stops” escrito em 1909 e o livro de Sherry Turkle “Alone Together, why we expect more from tchnology and less from each other” escrito em 2010, serviram para recordar que as novas tecnologias têm uma incidência na vida e no modo de compreendermos o que é ser pessoa e que, por isso, nem tudo é neutro. À Igreja, que é a guardiã da Palavra de Deus, ou seja, daquilo que Deus quer dizer, cabe também a missão de recordar o que é a verdade do homem em toda a sua grandeza. Evangelizar nos tempos de hoje contará, sem dúvida, com tudo o que ajudar a chegar a cada pessoa, mas a Igreja ao dar a conhecer Jesus também dá critérios para se poder distinguir o bem do mal, o que é justo e pode ser utilizado daquilo que abafa o coração do homem e deve ser evitado.
A urgência da evangelização é, em síntese, também a necessidade de salvar o humano. Como o único Salvador é Jesus, a Igreja não se limita a lembrar o que se deve fazer ou pensar, mas traz Jesus à vida da sociedade para que Ele possa ser conhecido e amado. O desafio é, pois, o de saber como é que uma Igreja hoje num mundo cheio de relações virtuais e, ela mesma, cheia de homens e mulheres frágeis, pode ser entendida quando repete as palavras de São João na sua primeira Carta: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos, e o que as nossas mãos apalparam do Verbo da Vida vo-lo anunciamos”. A conclusão é de que é necessário manter uma vida de comunhão com Deus e com os irmãos na fé. Os santos sempre souberam como lidar com as crises e como utilizar os meios que a tecnologia oferece sem ser utilizados por eles.
P. Duarte da Cunha
Voz da Verdade 10 Julho 2011
O tema é, sem dúvida, muito vasto e não pode se pretendia chegar a todos os aspectos. Foram, no entanto tratadas duas questões muito concretas, que têm que ver com o modo como a Igreja se relaciona com os meios de comunicação Social e, por isso, como se dá a conhecer ao mundo e como utiliza os novos instrumentos da tecnologia para comunicar.
Em primeiro lugar tratou-se das crises. Como é que a Igreja comunica com a sociedade quando há “crises” ou problemas dentro da Igreja? A conclusão, que poderia ser surpreendente para quem não percebe muito bem o que é a Igreja, foi de que quando há crises, o mais importante não é escondê-las ou disfarçá-las, mas tentar resolver o problema que lhe deu origem. As “crises” não se resolvem com uma simples estratégia de comunicação, mas atacando as origens. Um exemplo claro temos no modo como o Santo Padre tem lidado com o problema da pedofilia. Vemos que para o Papa não foi e não é a principal preocupação defender a imagem da Igreja, mas, efectivamente, tentar por tudo que não haja mais crianças a sofrerem e que os sacerdotes sejam mais santos. A comunicação da Igreja nestes casos não deve, por isso, tentar disfarçar o problema ou dizer que também outros têm o mesmo problema, mas reconhecer o problema e mostrar o que se está a fazer para o resolver. Importante ainda, como foi dito por diversos participantes da reunião, é a unidade dos pastores e dos membros da Igreja. A nossa unidade vem de Deus, bem o sabemos, e não tem as suas raízes nas simples qualidades humanas dos filhos da Igreja, mas claro que também é uma responsabilidade que exige de cada um uma grande atenção.
O segundo tema tratado em Vilnius tem que ver com a necessiade de a Igreja conhecer e utilizar bem os novos instrumentos, nomeadamente as redes sociais e outros recursos próprios dos nossos tempos na sua missão. Sobre isto tem havido uma evolução na maneira como os especialistas da Igreja têm abordado a questão. Talvez há uns 10 anos havia unanimidade em dizer que a Igreja não podia perder o comboio. O Evangelho não é, de facto, contrário a nenhum desenvolvimento tecnológico e tudo o que ajudar é bom e, por isso, não podemos deixar de estar presente em todos os lugares, mesmo no mundo virtual. Mas hoje estamos a assistir a diversas mudanças que fazem pensar que, de facto, a posição, digamos, progressista e que olha para o futuro, não é a que quer “adaptar” o que temos a dizer aos novos meios, mas a daqueles que estão conscientes da identidade da Igreja e sabem ter uma atitude crítica e livre em relação aos novos meios de comunicação. Se evangelizar é levar Jesus às pessoas e não é simplesmente a transmissão de uma mensagem ou de uma doutrina, então não se pode nunca substituir o encontro pessoal – a Igreja é o corpo de Cristo e os cristãos são os Seus membros que podem ser encontrados – por encontros virtuais. O conto de E.M. Forster “the machine stops” escrito em 1909 e o livro de Sherry Turkle “Alone Together, why we expect more from tchnology and less from each other” escrito em 2010, serviram para recordar que as novas tecnologias têm uma incidência na vida e no modo de compreendermos o que é ser pessoa e que, por isso, nem tudo é neutro. À Igreja, que é a guardiã da Palavra de Deus, ou seja, daquilo que Deus quer dizer, cabe também a missão de recordar o que é a verdade do homem em toda a sua grandeza. Evangelizar nos tempos de hoje contará, sem dúvida, com tudo o que ajudar a chegar a cada pessoa, mas a Igreja ao dar a conhecer Jesus também dá critérios para se poder distinguir o bem do mal, o que é justo e pode ser utilizado daquilo que abafa o coração do homem e deve ser evitado.
A urgência da evangelização é, em síntese, também a necessidade de salvar o humano. Como o único Salvador é Jesus, a Igreja não se limita a lembrar o que se deve fazer ou pensar, mas traz Jesus à vida da sociedade para que Ele possa ser conhecido e amado. O desafio é, pois, o de saber como é que uma Igreja hoje num mundo cheio de relações virtuais e, ela mesma, cheia de homens e mulheres frágeis, pode ser entendida quando repete as palavras de São João na sua primeira Carta: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos, e o que as nossas mãos apalparam do Verbo da Vida vo-lo anunciamos”. A conclusão é de que é necessário manter uma vida de comunhão com Deus e com os irmãos na fé. Os santos sempre souberam como lidar com as crises e como utilizar os meios que a tecnologia oferece sem ser utilizados por eles.
P. Duarte da Cunha
Voz da Verdade 10 Julho 2011
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