segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Quem é que dá os números ao Papa?
Os padres que cometeram abusos serão mesmo 2% do total? Os números que se conhecem até hoje dizem o contrário.
Os padres no mundo são perto de 410 mil. Dois por cento seria dizer mais de 8 mil.
Um dado que diverge com todos os dados conhecidos até hoje.
A UCCR (Unione di Cristiani Cattolici Razionali) pergunta num artigo recente:
Mas quantos são os padres implicados na pedofilia?
Mas quantos são os padres implicados na pedofilia?
O Vaticano revelou os números oficiais perante a 52ª Comissão da ONU contra a tortura:
entre 2004 e 2013 um total de 884 membros do clero foram reduzidos ao estado laical
no âmbito do escândalo da pedofilia.
entre 2004 e 2013 um total de 884 membros do clero foram reduzidos ao estado laical
no âmbito do escândalo da pedofilia.
Outras medidas disciplinares foram aplicadas a 2.572 sacerdotes (em muitos casos
por serem de idade avançada ou doentes).
por serem de idade avançada ou doentes).
Portanto, estes são os números sobre os quais se pode trabalhar.
Se somamos 884 com 2.572, no total temos 3.456 sacerdotes católicos pedófilos em dez anos.
Os padres católicos no mundo, segundo o departamento de estatística do Vaticano, são cerca de 410 mil.
O cálculo é fácil: os 4 mil padres pedófilos correspondem a 0,8% dos padres católicos no activo nos últimos 10 anos.
Marco Tosatt - La Stampa
quinta-feira, 5 de junho de 2014
O passado da Irmã Cristina, a freira do The Voice
A irmã Cristina Scuccia, a jovem religiosa que revolucionouItália
e o mundo com a a sua participação no programa The Voice, não é uma
“paraquedista” que vai ao festivais em busca de notoriedade, como muitos insinuam.
A sua história revela o trabalho de evangelização entre os jovens italianos.
Em 2007, Cristina Scuccia era uma adolescente um pouco rebelde,
afastada da Igreja, namorava e tinha um grande talento para a música.
Andava na universidade e preparou-se para participar no talent show
televisivo italiano XFactor.
Providencialmente, nessa altura, a mãe leu uma notícia de jornal
sobre a conversão de de Claudia Koll.
Irmã Cristina e Claudia Koll
E quem é Claudia Koll? É uma famosa actriz italiana, conhecida por ter
começado a carreira em filmes de conteúdo erótico sob a direcção deTinto Brass,
e que em 2001 protagonizou um dos regressos à fé mais relevantes
do panorama artístico do país.
Após a conversão, Claudia Koll decidiu dedicar-se a obras de caridade
com os mais necessitados. (...)
Em 2007, Claudia Koll recebeu uma proposta de dirigir a Star Rose Academy,
uma escola para artistas e também uma obra de evangelização do mundo
do espectáculo fundada pelasReligiosas Ursulinas da Sagrada Família.
Precisamente, e é aqui que voltamos à Irmã Cristina, o artigo que a mãe
leu sobre a conversão de Claudia Koll, fazia o anúncio: a directora da
Star Rose Academy procurava uma jovem para protagonizar um musical
sobre a vida da fundadora das Ursulinas, a Irmã Rosa Roccuzzo.
É a Cláudia quem o conta à revista italiana Chi
Revista CHI - a Irmã Cristina quando era apenas Cristina Scuccia
Para a jovem Cristina, fazer o papel de Irmã Rosa não só trouxe
a sua conversão, mas também a descoberta da sua vocação religiosa
nas ursulinas. Começou o noviciado no Brasil, país onde a música cristã
alcançou níveis elevados de profissionalismo e impacto.
Aí a noviça confirmou a sua dupla vocação: a vida religiosa e a evangelização
através da música, como fazia com os meninos da rua.
versão integral aqui
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Os títulos dos jornais ficaram obcecados?
Da extensa entrevista do Papa Francisco à Civiltà Cattolica o que vai chegar ao grande público são as passagens citadas pela imprensa e, em muitos casos, pouco mais que os títulos.
Por isso, muitos leitores vão ficar com uma visão muito distorcida do conteúdo. Os títulos dos jornais são livres, mas também são indicadores de quais as preocupações essenciais de cada órgão, da mensagem que quer transmitir e do que espera da Igreja.
Para alguns, toda a entrevista se resume a uma frase do Papa: "Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. (...) Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto." Só nesta e noutra pergunta há referências aos homossexuais e ao aborto.
Obviamente é uma frase significativa, mas para os media alérgicos ao pensamento da Igreja nestas questões, isto é o essencial da entrevista, conforme se deduz dos títulos.
A Igreja, e o Papa nesta entrevista, fala também de muitas outras coisas. Fala de misericórdia, fé, pecado, governo da Igreja, ajuda aos pobres, liturgia, evangelização, sacerdócio... Mas para estes temas os media são impermeáveis, porque não encaixam nas suas obsessões particulares. Por isso não costumam informar sobre isso.
A Igreja só é notícia quando fala de alguma coisa relacionada com o sexo, e nessa altura é preciso criticar essa "obsessão".
Fonte: http://www.aceprensa.com/articles/titulares-obsesivos-de-la-entrevista-al-papa/
- O El País espera que a Igreja desista destes temas e se junte ao jornal: "O pontífice defende a promoção da mulher na Igrejae que se deixe de batalhar no aborto, no casamento gay e nos anticonceptivos". Rendam-se, para vosso bem...
- "Não podemos insistir só no aborto e nos gays", resume El Mundo, embora seja um jornal que fala dos gays até à saturação, venha ou não a propósito, e sempre com orgulho.
- O La Repubblica garante que o Papa "pede afecto para os gays e para as mulheres depois do aborto", sem que fique claro se o afecto inclui a rectificação ou a legitimação da sua conduta.
- E o New York Times sentencia: "O Papa diz que a Igreja está obcecada com gays, aborto e controlo da natalidade". Há que deduzir que só se está obcecado com estes temas quando se está contra, porque quando se está a favor – como é o caso do New York Times – então não se está obcecado, mas comprometido. Basta ver a doutrinação habitual do diário de Nova Iorque sobre o casamento gay.
A Igreja, e o Papa nesta entrevista, fala também de muitas outras coisas. Fala de misericórdia, fé, pecado, governo da Igreja, ajuda aos pobres, liturgia, evangelização, sacerdócio... Mas para estes temas os media são impermeáveis, porque não encaixam nas suas obsessões particulares. Por isso não costumam informar sobre isso.
A Igreja só é notícia quando fala de alguma coisa relacionada com o sexo, e nessa altura é preciso criticar essa "obsessão".
Fonte: http://www.aceprensa.
sábado, 7 de setembro de 2013
O papa Francisco entre os mais influentes do Twitter
Dados são do relatório Twiplomacy 2013
"Queridos amigos, agradeço a vocês de coração e peço que continuem rezando por mim. Papa Francisco". Estas foram as primeiras palavras do novo pontífice no Twitter, no dia 17 de março. Quatro meses depois, o papa Francisco é uma das pessoas mais influentes no Twitter, com uma centena de tuítes publicados e oito milhões de seguidores, de acordo com o relatório Twiplomacy.
Trata-se de um estudo elaborado pela consultoria de comunicação Burson-Masteller, cujos dados mostram o papa Francisco como o líder mais influente no Twitter quando o critério é o número de retuítes (RT) de cada tuíte que ele publica.
Levando em conta o número de seguidores, o líder internacional mais popular nesta rede social é o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com 34,6 milhões de seguidores.
Com quase 22.000 RT por tuíte, o papa Francisco é o líder com maior impacto e influência na rede social. O segundo classificado é Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, com menos de 5.000 RT por tuíte. Barack Obama, líder indiscutível no quesito quantidade de seguidores, cai para a quarta posição nesta classificação de influência.
Diante dos 21.300 RT do papa Francisco, Barack Obama (@BarackObama) recebe uma media de 2.500 RT e Nicolás Maduro (@NicolasMaduro) consegue 4.770 RT. Os tuítes do papa foram marcados como favoritos 863.000 vezes, com média de 8.630 Fav por tuíte. Cerca de 48% dos RT são da conta em espanhol, @Pontifex_es.
No final do período de sé vacante, as contas @Pontifex, em seus vários idiomas, somavam 3 milhões de seguidores. Com a chegada do novo papa, 800.000 novos seguidores surgiram em 4 dias. No fim de junho, a quantidade inicial de seguidores tinha dobrado. E foi no final de julho que as contas atingiram 8 milhões de seguidores. Ao iniciar o pontificado de Francisco, a conta @Pontifex com mais seguidores era a versão em inglês. Quatro meses depois, a conta mais popular é a @Pontifex_es, em espanhol, que reúne 38,9% de todos os seguidores.
Foi analisado também o conteúdo dos primeiros 100 tuítes do papa: Jesus (14,5%), amor e misericórdia de Deus (11%), caridade (11%), fé e oração (9,8%), solidariedade e austeridade (7,8%), testemunho cristão e apostolado (7,3%), obras e coerência de vida (7,3%), Jornada Mundial da Juventude (7%), Maria (6,5%) e jovens (3,7%).
Quanto ao ritmo de crescimento das contas, observa-se um crescimento muito mais intenso dos seguidores de língua espanhola (+300%) na comparação com os de língua inglesa (+71%), mas a conta que mais cresce é em português (+500%).
Para conhecer mais dados do relatório clique aqui!
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Um bom cristão não se lamenta
Um bom cristão não se lamenta, mas enfrenta a dor com alegria em Cristo, mesmo no meio de tribulações. Palavras do Papa Francisco na homilia da missa desta manhã (terça-feira) em Santa Marta.
O Papa prosseguiu a sua homilia pondo a tónica na alegria de Paulo e Silas, chamados a enfrentar a prisão e persecuções para transmitir o Evangelho.
Estavam alegres – disse – porque seguiam Cristo no caminho da sua Paixão. Um caminho que o Senhor percorre com paciência… E esse é o caminho que Jesus ensina aos cristãos. Espírito de paciência, o que não quer dizer tristeza, não!
Quer dizer suportar sobre os ombros o peso das dificuldades, o peso das contradições, das tribulações, suportar a vida de todos os dias. (…) Jesus suportou-as com paciência (…).
Um processo de maturidade cristã, através do caminho da paciência. Um processo que não se faz de uma dia para o outro, mas durante toda a vida para se chegar à maturidade cristã. É como o bom vinho”
O Papa recordou depois que muitos mártires sentiam-se felizes, como por exemplo os mártires de Nagazaki que se ajudavam mutuamente, “esperando o momento da morte”. Aliás, diz-se, em relação a alguns mártires – salientou o Papa – que iam ao patíbulo como se vai a uma festa de casamento.
Esta atitude do suportar – acrescentou – é a atitude normal do cristão, mas não é uma atitude masoquista. Antes pelo contrário, é uma atitude que os põe “no caminho de Jesus”: Quando surgem dificuldades, chegam também muitas tentações.
Por exemplo, a lamentação: “viste o que me aconteceu… uma lamentação. E um cristão que se lamenta continuamente deixa de ser um bom cristão: é o senhor ou a senhora das lamentações, não é? (…)
Silencio no suportar, silencio paciente.
Aquele silencio de Jesus que na sua paixão e morte não falou… apenas duas ou três palavras necessária… O silêncio da suportação da Cruz não é um silencio triste. É doloroso, por vezes muito doloroso, mas não é triste.
Papa Francisco
8 maio 2013
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sábado, 6 de abril de 2013
Pais de criança deficiente que Papa abraçou falam em testemunho de amor
Os pais de Dominic Gondreau, o jovem com paralisia cerebral que o Papa Francisco pegou ao colo e beijou no Domingo de Páscoa, escreveram sobre a torrente de emoção que o gesto provocou neles e no mundo.
Paul Gondreau, que é professor de teologia e está a passar uma temporada em Roma com a família, diz que toda a família desatou a chorar quando o Papa teve aquele gesto e recorda que uma senhora que estava próxima foi dizer à sua mulher: “Sabe, o seu fi lho está cá para nos mostrar como amar”.
“Este comentário atingiu a minha mulher como uma confirmação divina daquilo que ela sempre suspeitou: que a vocação especial do Dominic no mundo é levar as pessoas a amar, mostrar-lhes como amar. Os seres humanos são feitos para amar e precisamos de exemplos que nos mostrem como fazê-lo”, escreve Paul num post que foi convidado a escrever para um blogue sobre teologia moral.
“Pela sua partilha na ‘loucura’ da cruz, os deficientes são, na verdade, os mais produtivos de todos nós”, conclui Paul Gondreau.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Perguntas que todos fazem sobre a renúncia de Bento XVI
A renúncia de Bento XVI tem levantado questões legítimas não apenas
no mundo católico. Algumas são práticas, enquanto outras têm implicações
mais profundas em suas respostas.
O
porta-voz oficial do Vaticano, padre Federico Lombardi, deu diversas
conferências de imprensa, entre 12 e 15 de Fevereiro. Durante o breafing, vários jornalistas levantaram questões que Pe. Lombardi respondeu com as informações disponíveis no momento.
A
partir dessas contestações, oferecemos uma seleção ágil e breve de 23
respostas sobre as questões mais discutidas nos dias de hoje.
A
formulação das perguntas e respostas não foram reproduzidas
literalmente, foram preparadas, trabalhadas e publicadas no bloghttp :/ /
actualidadyanalisis.blogspot.com ,
com base no que o Pe. Lombardi respondeu. Seguem as respostas, embora
não sejam explicitamente como formuladas. A conta Twitter: https://twitter.com/mujicaje tem enviado atualizações relacionadas aos dados enviados pela Assessoria de Imprensa da Santa Sé em tempo real.
1. Qual será a última aparição pública de Bento XVI como Papa?
A
última aparição pública como Papa Bento XVI será na Audiência Geral de
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 na Praça de São Pedro, no
Vaticano. Em caráter extraordinário, a Audiência Geral contará com a
liturgia da Palavra e momentos de oração. No dia seguinte, quinta-feira
28, está agendada uma audiência privada na Sala Clementina da Santa Sé
com alguns cardeais. Será a última audiência de seu pontificado.
2. Bento XVI tem alguma doença grave?
Não, Bento XVI não tem nenhuma doença grave.
3. É verdade que Bento XVI tem um marcapasso?
Sim,
é verdade que Bento XVI tem um marcapasso. Ele tem desde que era
Cardeal-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Há algumas
semanas atrás trocaram as baterias do marcapasso.
4. A encíclica sobre a fé que Bento XVI estava escrevendo vai ser publicada?
Não,
não está previsto que a encíclica será publicada dado que Bento XVI não
pôde concluir. Eventualmente, se for decidido torná-la pública, não
entraria no ramo de "encíclica".
5. Por que Bento XVI escolheu as 20:00 do dia 28 de fevereiro para completar o seu ministério como Papa?
Porque é a hora que ele normalmente termina o seu dia de trabalho.
6. Para onde vai Bento XVI após sua aposentadoria como Papa?
Inicialmente,
por um período de dois meses, para a residência pontifícia de Catel
Gandolfo. Depois, volta para o Vaticano para viver no mosteiro de
clausura Mater Ecclesiae.
7. É verdade que Bento XVI decidiu demitir-se durante sua viagem apostólica ao México?
Durante
sua viagem apostólica ao México e Cuba, Bento XVI amadureceu o tema de
sua renúncia como uma etapa a mais no seu longo processo de reflexão e
discernimento sobre este tema. Além disso, a viagem não teve qualquer
relevância a este respeito.
8. Qual será o nome e o título de Bento XVI após 28 de fevereiro?
É
um tema que ainda está sendo ponderando. Existe certa unanimidade de
que manterá o nome de Bento XVI e o título será "Bispo emérito de Roma".
No Anuário Pontifício "Bento XVI" continuará a ser o nome oficial
utilizado.
9. Bento XVI vai participar do Conclave para eleger seu sucessor?
Não. Bento XVI não vai participar do Conclave para eleger o seu sucessor e nem fará parte do Colégio Cardinalício.
10. Como Bento XVI irá se vestir após 28 de Fevereiro?
Ainda não se sabe como Bento XVI se vestirá após 28 de Fevereiro.
11. A renúncia de um Papa está prevista na Igreja?
Sim. A renúncia de um Papa está prevista e regulamentada pelo Código de Direito Canônico.
12. O que vai acontecer com monsenhor Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia?
Monsenhor
Georg Gänswein continua secretário particular de Bento XVI, vai
acompanhá-loem Castel Gandolfoe depois ao mosteiro Mater Ecclesia, e
também permanece prefeito da Casa Pontifícia. Da mesma forma, é possível
que o segundo secretário transfira-se para Castel Gandolfo e acompanhe
Bento XVI por um tempo.
13. Quem vai morar com Bento XVI no mosteiro Mater Ecclesia, dentro do Vaticano, após a sua aposentadoria?
Os Memores
(grupo de mulheres consagradas, membros da família pontifícia, que
auxiliam o papa nas necessidades regulares de casa) e seu secretário
pessoal, monsenhor Georg Gänswein.
14. A questão dos chamados "Vatileaks" (vazamento de documentos reservados) influenciou a decisão do Papa?
Não teve nenhuma relevância. Se você deseja receber informações corretas deve se limitar ao que disse o Papa sobre sua renúncia.
15. Aproximadamente, quando poderia começar o Conclave?
As datas mais convincentes indicam que iniciará entre 15 e 20 de março.
16. Bento XVI mudou as regras para a eleição de um Papa nas últimas semanas?
Não.
Bento XVI não mudou recentemente as regras para a eleição de um Papa.
Em 2007, ele fez uma pequena alteração para mudar o sistema de votação.
Essa modificação de 2007 estabelece que é necessário uma maioria de dois
terços na votação realizada no Conclave. O resto das normas vigentes
continua a ser as da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.
17. Qual é o termo correto para descrever o que o Papa fez?
"Renúncia"
seria o termo mais específico e técnico. "Demissão" não, porque
pressupõe que alguém aceita a demissão para que tenha efeito e, no caso
do Papa, isso não é necessário. "Abdicação" seria o termo mais adequado
para um rei.
18. Existem lutas de poder no Vaticano?
Em
toda instituição existe uma dinâmica que leva a opiniões diferentes, o
que é sempre uma riqueza. A diferença e diversidade de opiniões são
positivas se conduzem ao bem da própria instituição. Tais diferenças, no
entanto, não devem ser exageradas porque não corresponderiam à
realidade e às intenções das pessoas. Afirmar que há lutas de poder não
corresponde à realidade do que está acontecendo na Igreja agora.
19. O jornalista Peter Seewald entrevistou Bento XVI antes de sua demissão?
O
jornalista alemão Peter Seewald, que no passado se reuniu várias vezes
com Joseph Ratzinger- Bento XVI, entrevistou o Papa Bento XVI faz dois
meses e meio. A entrevista faz parte da biografia oficial de Bento XVI
em que está trabalhando Seewald.
20. Bento XVI encontrará o novo Papa?
Não está programado que Bento XVI encontrará o novo Papa.
21.
Por que Bento XVI decidiu ficar, depois de dois meses em Castel
Gandolfo, num mosteiro no Vaticano e não retornar à Baviera, sua terra
natal?
Bento
XVI não mencionou claramente, mas a presença e oração de Bento XVI no
Vaticano dá uma continuidade espiritual ao papado. Além disso, Bento XVI
mora no Vaticano há mais de três décadas.
22. Quais são as razões exatas dadas por Bento XVI para a sua renúncia?
Na
segunda-feira 11 de fevereiro, o Papa Bento XVI afirmou explicitamente
que chegou “à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada,
já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino” e
também mencionou que para governar a Igreja e anunciar o Evangelho é
necessário “o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos
últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de
reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me
foi confiado.
23 - Qual é a agenda oficial de Bento XVI de 11 a 28 de fevereiro de 2013?
O calendário oficial de Bento XVI é o seguinte:
23 de fevereiro: Conclusão dos exercícios espirituais
24 de fevereiro: Último Angelus de Bento XVI na Praça de São Pedro
25 de fevereiro: Audiência privada com alguns cardeais
27 de fevereiro: Última Audiência Geral de Bento XVI
28
de fevereiro: Às 11 horas saúda os cardeais na Sala Clementina do
Vaticano. Às 17:00 se transfere para Castel Gandolfo. Às 20:00 começa a
Sede Vacante.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Conferência TED chega ao Vaticano
Encontro mundial discute liberdade religiosa
fonte Zenit.org
Conhecido como o “Oscar das ideias”, a “Hollywood da genialidade”, um
mix entre ciência, comunicação e entretenimento, TED (Technology
Entertainment Design) apresenta "ideias que merecem ser espalhadas” (
"ideas worth spreading" ).
Começou
como uma conferência anual na Califórnia que reunia pessoas para falar
sobre suas melhores ideias e agora é um dos sites mais visitados do
mundo (www.ted.com). A novidade é que em 2013, TED chega ao Vaticano.
Dia
19 de abril na Via della Conciliazione o cardeal Gianfranco Ravasi,
presidente do Pontifício Conselho para a Cultura abrirá
“TEDxviadellaconciliazione”, (www.TEDxviadellaconciliazione.com ), um encontro mundial para falar sobre liberdade religiosa hoje.
Para saber mais ZENIT entrevistou a organizadora do encontro, Giovanna Abbiati.
O que significa TED?
TED
é uma conferência anual onde “mentes brilhantes” se encontram para
partilhar ideias que merecem ser espalhadas. Os discursos são livremente
publicados no site para serem propagados por todo o mundo.
O que tem a ver TED com a Igreja católica?
Ser
católico significa ser universal. A missão da Igreja é desde sempre a
mesma: testemunhar o encontro espiritual entre o divino e o ser humano.
Os
resultados provenientes deste encontro devem ser espalhados! E como?
Publicando em todas as línguas que conhecemos, de maneira que todos
possam conhecer e compreender. Uma das novas linguagens que temos no
mundo contemporâneo é a linguagem digital. Através da linguagem digital,
TED espalha ideias, e nós queremos utilizar este poder de conectar, e
espalhar também os resultados espirituais.
Porque vocês escolheram o tema da liberdade religiosa?
Este
é um tema importante se queremos falar de paz. Na sociedade
secularizada, muitas vezes, os sinais religiosos são proibidos, os
símbolos são escondidos. Em alguns países a restrição de caráter
religioso é altíssima. O Pew Research Center divulgou que mais de 2,2
milhões de pessoas, quase um terço da população mundial, vivem em 23
países, onde há restrições governamentais ou crescente hostilidade
social em relação à prática religiosa. Porque temos medo da religião?
Devemos temer apenas o fundamentalismo.
O
fundamentalismo é uma perversão da religião. A violência não é
religião, praticar a violência em nome de um credo religioso não é
religião.
O que é esperado do encontro TED x via della Conciliazione?
Queremos
reiterar que a liberdade religiosa é um direito fundamental. Antes de
tudo é uma aspiração da alma. A liberdade religiosa consiste em garantir
a proteção de todos os homens e mulheres de qualquer tentativa de
coação da própria consciência.
Através
da religião todo homem e toda mulher descobre a identidade do ser
humano. Através da religião descobre o sentido e o valor da vida. A
prática religiosa inspira e incentiva o ser humano na construção de um
mundo de justiça e de paz. Todas as religiões expressam um senso de
responsabilidade pela humanidade e pelo mundo.
Como?
Quer
mudar a sociedade? Não exclua! Começando pela sua comunidade. A sua
comunidade pode ser o seu vizinho de casa ou o seu irmão. Cuidar do mais
fraco, do idoso, da viúva, do estrangeiro, significa tentar construir
uma rede social em favor da fraternidade.
Aproveitando
toda a força que a fé pode dar, é preciso tentar transformar o ódio em
amor, praticar o amor também nos conflitos, favorecendo o perdão. Amor
entendido como paixão de Cristo, que diz respeito também aos
encarcerados e às pessoas doentes.
Enfrentar
este desafio é difícil, mas o importante é que não fique apenas na mesa
ou que envolva apenas os grupos dirigentes. É preciso começar pelos
jovens.
Quem são os convidados?
Procuramos
palestrantes capazes de promover o diálogo e a unidade em todos os
âmbitos, partindo da cultura. Procuramos talentos e visionários capazes
de demonstrar a existência de um substrato comum de ideais e desafios,
tanto na religião como na cultura.
Pessoas
como Soumaya Slim do Museu Soumaya ou Sheika Hussad AL Salem do
Darmuseum. A primeira no México, a segunda no Kwait, ambas empenhadas em
promover a beleza através da arte. Dois mundos diferentes com um
objetivo comum.
Além
disso, procuramos pessoas que mudam o mundo através da fé, como Alicia
Vacas que desenvolve um grande trabalho na Terra Santa e Leone Narvaez
que promove a paz na FARC (Força Armada Revolucionária) da Colômbia.
Porque foi escolhido o formato TED?
Na
era do compartilhamento TED é capaz de espalhar ideias de maneira muito
positiva. Assistindo televisão, escutando rádio, navegando na rede, o
que recebemos, muitas vezes, é uma visão negativa do mundo. TED é uma
plataforma que fala de compartilhar e difundir o otimismo. Não queremos
dizer que o mal não existe, mas falar apenas das trevas significa
esquecer a existência da luz. Um enfoque negativo assim corta as asas do
ser humano. Somos feitos de carne, mas o nosso espírito foi criado para
voar alto e além!
Qual é o sonho de vocês?
Precisamos aprender a conviver e a amar. Amar, não é apenas uma ideia, é o que nos conecta com o todo.fonte Zenit.org
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Há ou não um Deus? - e se há, o que tem a ver connosco?
Por detrás do silêncio do universo, por detrás das nuvens da história, há ou não um Deus? E se há esse Deus, que nos conhece, o que tem a ver connosco?, exemplificou o Papa perante os mais de 260 participantes na 13ª assembleia sinodal ordinária, a decorrer no Vaticano.
Lembrando que "muitas pessoas se perguntam" se Deus é ou não uma "hipótese', Bento XVI declarou que o Evangelho (palavra de origem grega que significa boa notícia) "quer dizer que Deus rompeu o seu silêncio, falou, existe".
No seu primeiro discurso na sala do Sínodo, o Papa frisou que “o cristão não deve ser morno”, afirmando mesmo que “este é o mais grave perigo para o cristianismo de hoje”.
Para Bento XVI, é importante recuperar o sentido da confissão (confessio, em latim) da fé, que implica um risco de morte e capacidade de sofrer por aquilo em que se acredita.
“Isto garante a credibilidade: a confissão implica a disponibilidade de dar a minha vida, de aceitar o sofrimento”, referiu.
Segundo o Papa, a fé não é algo que se possa “deixar cair” e a sua confissão “é o primeiro alicerce da evangelização”, que se deve tornar visível através da ação de caridade para ser “força do presente e do futuro”.
“O fogo é luz, é calor, força de transformação: a cultura humana começou quando o homem descobriu que podia criar o fogo que destrói, mas, sobretudo, transforma, renova e cria uma novidade, a do homem que se torna luz em Deus”, prosseguiu.
fonte Agência Ecclesia
Lembrando que "muitas pessoas se perguntam" se Deus é ou não uma "hipótese', Bento XVI declarou que o Evangelho (palavra de origem grega que significa boa notícia) "quer dizer que Deus rompeu o seu silêncio, falou, existe".
No seu primeiro discurso na sala do Sínodo, o Papa frisou que “o cristão não deve ser morno”, afirmando mesmo que “este é o mais grave perigo para o cristianismo de hoje”.
Para Bento XVI, é importante recuperar o sentido da confissão (confessio, em latim) da fé, que implica um risco de morte e capacidade de sofrer por aquilo em que se acredita.
“Isto garante a credibilidade: a confissão implica a disponibilidade de dar a minha vida, de aceitar o sofrimento”, referiu.
Segundo o Papa, a fé não é algo que se possa “deixar cair” e a sua confissão “é o primeiro alicerce da evangelização”, que se deve tornar visível através da ação de caridade para ser “força do presente e do futuro”.
“O fogo é luz, é calor, força de transformação: a cultura humana começou quando o homem descobriu que podia criar o fogo que destrói, mas, sobretudo, transforma, renova e cria uma novidade, a do homem que se torna luz em Deus”, prosseguiu.
fonte Agência Ecclesia
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Bento XVI: a fraternidade é uma antecipação do Céu
Jesus convida-vos a proceder como Ele,
a acolher o outro sem reservas,
mesmo que pertença a cultura, religião, nação diferentes.
Dar-lhe lugar, respeitá-lo, ser bom com ele
torna-vos sempre mais ricos em humanidade
e fortes com a paz do Senhor.
Sei que muitos de vós participam
nas diversas actividades promovidas pelas paróquias,
escolas, movimentos, associações.
É bom comprometer-se com os outros e pelos outros.
Viver, juntos, momentos de amizade e alegria
permite resistir aos germes de divisão,
que devemos combater sem cessar.
A fraternidade é uma antecipação do Céu.
Bento XVI aos jovens
Líbano, 15 Setembro 2012
fonte: "O Carteiro"
terça-feira, 22 de maio de 2012
Tempos «difíceis» pedem linguagem de esperança, defende cardeal-patriarca
O cardeal-patriarca de Lisboa considera que os católicos presentes nos
diversos órgãos de comunicação social têm a responsabilidade acrescida,
nestes tempos “difíceis”, de ajudar as pessoas a lerem a realidade à luz
da esperança que brota do Evangelho.
Para D. José Policarpo, o “testemunho” da fé pode levar “homens e
mulheres” a encararem os problemas atuais “não apenas com os dados
imediatos da economia ou sociologia” mas sobretudo com o vigor contido
na “mensagem de Jesus”.
Comunicar significa antes de mais “anunciar aquilo em que se
acredita”, recorda o prelado, e a “grande questão” hoje em dia, no meio
da “força” que move os media, alimentada pela tecnologia, é perceber se
“tudo o que se diz e se escreve” resulta realmente de “um testemunho” ou
se “são só palavras”.
“Aquilo que toca o coração das pessoas não são as palavras, mas sim
aquela carga de vida que elas levam e que sai do coração de quem as
pronuncia”, sublinha o cardeal-patriarca, acrescentando que, no caso dos
“media que pertencem à Igreja”, o “anúncio” da vida nova de Cristo aos
homens é uma “obrigação”.
D. José Policarpo enviou este desafio aos jornalistas cristãos no
último domingo, durante uma celebração eucarística na paróquia da
Benedita, Diocese de Lisboa, por ocasião da celebração do 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
O cardeal-patriarca assinalou também os 80 anos do jornal “Voz da
Verdade”, que saiu pela primeira vez à rua no dia 10 de janeiro de 1932.
Depois de recordar todos aqueles que contribuíram para a publicação
daquele semanário dominical do Patriarcado de Lisboa, o prelado pediu
aos profissionais da comunicação para que se deixem sempre guiar pelos
valores da “sinceridade” e “veracidade”.
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sexta-feira, 18 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Media: Conjugação entre silêncio e palavra oferece «independência» e rigor à informação
A experiência do silêncio oferece “independência de critérios e um relacionamento humano e humanizante” à informação, defendeu hoje em Lisboa a irmã Maria Albertina, religiosa de clausura do Mosteiro das Clarissas de São José, Vila das Aves.
A monja sustentou que o silêncio é uma “conquista permanente”, para conduzir à “harmonia interior”, falando durante a sessão de apresentação do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, que a Igreja Católica vai celebrar a 20 de maio.
A iniciativa, este ano dedicada ao tema ‘Silêncio e palavra: caminho de evangelização’, título de mensagem de Bento XVI para esta celebração, reuniu cerca de cinco dezenas de jornalistas. A irmã Maria Albertina referiu aos presentes que “há uma vocação que implica o silêncio, para o encontro, para uma comunicação profunda”.
“Silêncio para escutar, para deixar que cada pessoa se exprima, no respeito pela diferença de pensamento”, acrescentou.
Para a religiosa, “o silêncio subtrai aos dois perigos assinalados pelo Papa: o desinteresse, numa atenção calejada de tanta notícia ouvir; ao aturdimento das múltiplas sensações deixadas pelo excesso de informação mal digerida”.
“A partir do silêncio, eu vejo todos os intervenientes da notícia que me chega, apenas como seres humanos e não sob uma ou outra cor que me é apresentada”, testemunhou.
O jornalista Henrique Monteiro, diretor da Editorial Impresa, alertou, por seu lado, para o que denominou como “totalitarismo científico”.
“O silêncio intimida-nos, numa sociedade que é de ruído e quer ter respostas para tudo”, observou.
Nesse sentido, criticou a confusão entre informação, conhecimento e sabedoria, “como se fossem todos a mesma coisa”.
“O silêncio tem esse poder terrível de nos fazer pensar e de nos fazer compreender”, acrescentou Henrique Monteiro.
“O silêncio apenas diz da nossa pequenez e da nossa ignorância. Nós não sabemos tudo”, prosseguiu, revelando que para a maioria das pessoas com que trabalha, “que são os jornalistas, as respostas ou não existem ou já estão dadas”.
A celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais foi a única do género a ser instituída pelo Concílio Vaticano II (Decreto ‘Inter Mirifica’, 1963).
fonte Agência Ecclesia (OC) |
terça-feira, 8 de maio de 2012
O cardeal Dolan e os problemas de "laringite" da hierarquia
Não são tempos de tédio para o cardeal Timothy
Dolan, arcebispo de Nova Iorque. Desde há meses, como presidente da conferência
episcopal dos Estados Unidos, Dolan personifica a oposição ao decreto da administração Obama que
irá obrigar empresas e instituições a incluir a contracepção entre os serviços
cobertos pelos seguros de saúde que pagam aos seus empregados
Pareceram-me particularmente interessantes as
últimas três referências amplas dedicadas ao arcebispo de Nova Iorque: um perfil publicado na Newsweek,
um artigo-entrevista com várias
citações no The Wall Street Journal e uma entrevista televisiva à Fox
News. Nos três, ao lado de uma atitude positiva, aparece o respeito de
Dolan pelo "adversário" Obama, aparece o esforço por focar o conflito
como uma ameaça à liberdade religiosa (e não como uma discussão sobre a
contracepção) e a abertura para debater assuntos em que a mesma hierarquia da
Igreja (a que ele pertence) agiu mal.
Sobre este último ponto diz, por exemplo: "não me assusta admitir que é
desafio interno para a catequese – um desafio grande como uma torre – convencer
a nossa própria gente sobre a beleza moral e a coerência daquilo que ensinamos.
É tarefa gigante".
Sobre a contracepção, admite que "muitos de nós" ao considerar que se trata de um tema impopular pensámos inconscientemente: "o melhor é não falar sobre isso", e deu-se um vazio.
Depois, a crise dos abusos "intensificou a nossa laringite para falar dos temas da castidade e da moral sexual". A atitude era: "depois do que fizeram alguns bispos e padres, embora uma minoria, como é que eu posso ter alguma credibilidade para falar disso?".
Sobre a contracepção, admite que "muitos de nós" ao considerar que se trata de um tema impopular pensámos inconscientemente: "o melhor é não falar sobre isso", e deu-se um vazio.
Depois, a crise dos abusos "intensificou a nossa laringite para falar dos temas da castidade e da moral sexual". A atitude era: "depois do que fizeram alguns bispos e padres, embora uma minoria, como é que eu posso ter alguma credibilidade para falar disso?".
E, no entanto, o arcebispo diz que encontra,
especialmente entre os jovens adultos, "uma fome" de uma voz mais
autorizada da Igreja sobre sexualidade. "(Esses jovens) apressam-se a
dizer que talvez não sejam capazes de lhe obedecer, mas querem ouvir essa voz.
Por uma questão de justiça, tu, como pastor, precisas de nos falar. Precisas de
nos desafiar".
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Este verão, queres ser sereia ou baleia?
Há tempos, numa cidade de França, um
cartaz, com uma jovem espectacular, na montra de um ginásio, dizia: "Este verão, queres ser sereia ou baleia?"
Dizem que uma mulher jovem-madura, cujas características físicas não interessam, respondeu à pergunta publicitária nestes termos:
"Estimados Senhores:
As baleias estão sempre rodeadas de amigos (golfinhos, leões-marinhos, humanos curiosos). Têm uma vida sexual muito activa, engravidam e têm baleiazinhas ternurentas, às quais amamentam. Divertem-se à brava com os golfinhos, enchendo a barriga de camarões. Brincam e nadam, sulcando os mares, conhecendo lugares tão maravilhosos como a Patagónia, o mar de Barens ou os recifes de coral da Polinésia. As baleias cantam muito bem e até gravam CD's. São impressionantes e praticamente não têm outros predadores além dos humanos. São queridas, defendidas e admiradas por quase toda a gente.
As sereias não existem. E, se existissem, fariam fila nas consultas dos
psicanalistas, porque teriam um grave problema de personalidade, "mulher
ou peixe?". Não têm vida sexual, porque matam os homens que delas se aproximam, além disso,
por onde? Por isso, também não têm filhos.
Dizem que uma mulher jovem-madura, cujas características físicas não interessam, respondeu à pergunta publicitária nestes termos:
"Estimados Senhores:
As baleias estão sempre rodeadas de amigos (golfinhos, leões-marinhos, humanos curiosos). Têm uma vida sexual muito activa, engravidam e têm baleiazinhas ternurentas, às quais amamentam. Divertem-se à brava com os golfinhos, enchendo a barriga de camarões. Brincam e nadam, sulcando os mares, conhecendo lugares tão maravilhosos como a Patagónia, o mar de Barens ou os recifes de coral da Polinésia. As baleias cantam muito bem e até gravam CD's. São impressionantes e praticamente não têm outros predadores além dos humanos. São queridas, defendidas e admiradas por quase toda a gente.

São bonitas, é verdade, mas
solitárias e tristes. Além disso, quem quereria aproximar-se de uma rapariga
que cheira a peixaria?
Para mim está claro, quero ser baleia.
P.S.: Nesta época em que os meios de comunicação nos metem na cabeça a ideia de que apenas as magras são bonitas, prefiro desfrutar de um gelado com os meus filhos, de um bom jantar com um homem que me faça vibrar, de um café e bolos com os meus amigos. Com o tempo ganhamos peso, porque ao acumular tanta informação na cabeça, quando já não cabe, espalha-se pelo resto do corpo, por isso não estamos gordas, somos tremendamente cultas. A partir de hoje, quando vir o meu rabo no espelho, pensarei, Meu Deus, que inteligente que sou...
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Jornada Mundial da Juventude | logo
Para Fábio Castro, diretor geral da Promocat Marketing Integrado e responsável pelas negociações com a CNBB – Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil e com a Arquidiocese do Rio de Janeiro para a realização da feira ExpoCatólica como evento oficial da JMJ 2013, disse que a logo escolhida preenche todos os elementos necessários que uma logomarca precisa ter para compor a identidade visual do evento: “foi uma escolha assertiva. Uma logotipia leve, com traços suaves e, ao mesmo tempo, modernos”. Disse.
Fábio Castro lembrou ainda que a utilização do Cristo Redentor juntamente com as cores da bandeira nacional também foi providencial. “Não poderiam deixar de fora o maior símbolo da Brasil que também é católico e da Igreja Católica . Há um detalhe na marca que chama a atenção: o coração, que remete imediatamente ao coração de Cristo, acolhedor e gratuito, simples e direto. É uma marca que traz em si várias mensagens cristãs, basta um olhar amplo” concluiu Castro.
fonte rio2013.com
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Elogio do silêncio
A mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais faz o
elogio do silêncio enquanto factor crucial e, muitas vezes, esquecido
para a verdadeira comunicação. O texto de Bento XVI para 20 de Maio,
Domingo da Ascenção, foi hoje divulgado pelo Vaticano.
O silêncio e a palavra devem equilibrar-se entre si, explica Bento XVI: “Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém, se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado”.
O Papa sublinha ainda o papel do silêncio "para favorecer o discernimento". Bento XVI refere que, perante tantos estímulos, é nessário "focalizar as perguntas verdadeiramente importantes".
“Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes”, pode ler-se na mensagem do Papa.
Neste quadro, Bento XVI sublinha que se torna necessário ao Homem encontrar espaços, mesmo nessas redes sociais, onde haja lugar para a reflexão, a oração e o silêncio.
O Papa identifica nesta insistente procura de respostas a “inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades” e, por isso, diz que não nos devemos surpreender com o facto de, “nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio" constituÍrem "espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas”.
Bento XVI toca também na questão da contemplação religiosa, recordando um tema que já tinha aflorado,em Outubro, numa visita à cartuxa da Serra de São Bruno, em Itália.
A mensagem termina falando da importância de se educar correctamente na comunicação: “Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo”.
Filipe d'Avillez RR
O silêncio e a palavra devem equilibrar-se entre si, explica Bento XVI: “Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém, se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado”.
O Papa sublinha ainda o papel do silêncio "para favorecer o discernimento". Bento XVI refere que, perante tantos estímulos, é nessário "focalizar as perguntas verdadeiramente importantes".
“Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes”, pode ler-se na mensagem do Papa.
Neste quadro, Bento XVI sublinha que se torna necessário ao Homem encontrar espaços, mesmo nessas redes sociais, onde haja lugar para a reflexão, a oração e o silêncio.
O Papa identifica nesta insistente procura de respostas a “inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades” e, por isso, diz que não nos devemos surpreender com o facto de, “nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio" constituÍrem "espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas”.
Bento XVI toca também na questão da contemplação religiosa, recordando um tema que já tinha aflorado,em Outubro, numa visita à cartuxa da Serra de São Bruno, em Itália.
A mensagem termina falando da importância de se educar correctamente na comunicação: “Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo”.
Filipe d'Avillez RR
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Godzine
A revista, agora bimestral, tem 9 secções, uma nova imagem e uma aposta
clara na selecção cuidada dos colaboradores sob a coordenação de Nuno
Sousa e Sara Amaral.
Entre as novidades encontramos a secção "YouCat" da responsabilidade do Ir. Darlei Zanon, religioso paulista e editor do YouCat para a língua portuguesa; a secção "Parábolas" da responsabilidade do padre dehoniano Ricardo José, e a secção "Dialetos da Palavra" que passa agora a ser da responsabilidade do Pe. Nuno Westwood.
As secções "5 minutos com o Mestre" (Adriano Batista) e "Folha dos Santos" mantêm-se, bem como a secção "Juventude que acredita" que continua a ser da responsabilidade da equipa CJ.
Outra aposta forte desta nova fase da Godzine é a ligação com os jovens brasileiros e daí o convite feito a Roberto Alves e Fernando Mininelli para assegurar a secção Cristo Jovem Brasil com conteúdos informais e descontraídos sobre a realidade da igreja e da pastoral juvenil no Brasil.
A JMJ Rio 2013 tem também um espaço próprio na nova Godzine. Lucas Monteiro, voluntário na equipa de comunicação da JMJ Madrid 2011 e membro da equipa nacional de jovens comunicadores da CNBB, é o colaborador responsável por esta secção.
Já a secção "Juventude que acredita" continua sob a responsabilidade da equipa Cristo Jovem.
Entre as novidades encontramos a secção "YouCat" da responsabilidade do Ir. Darlei Zanon, religioso paulista e editor do YouCat para a língua portuguesa; a secção "Parábolas" da responsabilidade do padre dehoniano Ricardo José, e a secção "Dialetos da Palavra" que passa agora a ser da responsabilidade do Pe. Nuno Westwood.
As secções "5 minutos com o Mestre" (Adriano Batista) e "Folha dos Santos" mantêm-se, bem como a secção "Juventude que acredita" que continua a ser da responsabilidade da equipa CJ.
Outra aposta forte desta nova fase da Godzine é a ligação com os jovens brasileiros e daí o convite feito a Roberto Alves e Fernando Mininelli para assegurar a secção Cristo Jovem Brasil com conteúdos informais e descontraídos sobre a realidade da igreja e da pastoral juvenil no Brasil.
A JMJ Rio 2013 tem também um espaço próprio na nova Godzine. Lucas Monteiro, voluntário na equipa de comunicação da JMJ Madrid 2011 e membro da equipa nacional de jovens comunicadores da CNBB, é o colaborador responsável por esta secção.
Já a secção "Juventude que acredita" continua sob a responsabilidade da equipa Cristo Jovem.
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