Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Jornada Mundial da Juventude | logo

Foi lançada a logomarca oficial da próxima Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Rio de Janeiro em julho de 2013. O evento contou com a presença de padres, bispos, leigos e autoridades dos governos. O Governador do Rio, Sérgio Cabral esteve entre os presentes e elogiou a logomarca. Dom Orani, arcebispo do Rio de Janeiro, disse sobre o processo de escolha e da importância do evento para o Brasil e, especialmente, para a cidade carioca. A marca escolhida é alegre, colorida e representa as cores do Brasil juntamente com um de seus mais conhecidos símbolos: o Cristo Redentor.

Para Fábio Castro, diretor geral da Promocat Marketing Integrado e responsável pelas negociações com a CNBB – Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil e com a Arquidiocese do Rio de Janeiro para a realização da feira ExpoCatólica como evento oficial da JMJ 2013, disse que a logo escolhida preenche todos os elementos necessários que uma logomarca precisa ter para compor a identidade visual do evento: “foi uma escolha assertiva. Uma logotipia leve, com traços suaves e, ao mesmo tempo, modernos”. Disse.

Fábio Castro lembrou ainda que a utilização do Cristo Redentor juntamente com as cores da bandeira nacional também foi providencial. “Não poderiam deixar de fora o maior símbolo da Brasil que também é católico e da Igreja Católica . Há um detalhe na marca que chama a atenção: o coração, que remete imediatamente ao coração de Cristo, acolhedor e gratuito, simples e direto. É uma marca que traz em si várias mensagens cristãs, basta um olhar amplo” concluiu Castro.

fonte rio2013.com

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Elogio do silêncio

A mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais faz o elogio do silêncio enquanto factor crucial e, muitas vezes, esquecido para a verdadeira comunicação. O texto de Bento XVI para 20 de Maio, Domingo da Ascenção, foi hoje divulgado pelo Vaticano.

O silêncio e a palavra devem equilibrar-se entre si, explica Bento XVI: “Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém, se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado”.

O Papa sublinha ainda o papel do silêncio "para favorecer o discernimento". Bento XVI refere que, perante tantos estímulos, é nessário "focalizar as perguntas verdadeiramente importantes".

“Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes”, pode ler-se na mensagem do Papa.

Neste quadro, Bento XVI sublinha que se torna necessário ao Homem encontrar espaços, mesmo nessas redes sociais, onde haja lugar para a reflexão, a oração e o silêncio.

O Papa identifica nesta insistente procura de respostas a “inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades” e, por isso, diz que não nos devemos surpreender com o facto de, “nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio" constituÍrem "espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas”.

Bento XVI toca também na questão da contemplação religiosa, recordando um tema que já tinha aflorado,em Outubro, numa visita à cartuxa da Serra de São Bruno, em Itália.

A mensagem termina falando da importância de se educar correctamente na comunicação: “Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo”.

Filipe d'Avillez RR

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

Godzine

A revista, agora bimestral, tem 9 secções, uma nova imagem e uma aposta clara na selecção cuidada dos colaboradores sob a coordenação de Nuno Sousa e Sara Amaral.

Entre as novidades encontramos a secção "YouCat" da responsabilidade do Ir. Darlei Zanon, religioso paulista e editor do YouCat para a língua portuguesa; a secção "Parábolas" da responsabilidade do padre dehoniano Ricardo José, e a secção "Dialetos da Palavra" que passa agora a ser da responsabilidade do Pe. Nuno Westwood.

As secções "5 minutos com o Mestre" (Adriano Batista) e "Folha dos Santos" mantêm-se, bem como a secção "Juventude que acredita" que continua a ser da responsabilidade da equipa CJ.

Outra aposta forte desta nova fase da Godzine é a ligação com os jovens brasileiros e daí o convite feito a Roberto Alves e Fernando Mininelli para assegurar a secção Cristo Jovem Brasil com conteúdos informais e descontraídos sobre a realidade da igreja e da pastoral juvenil no Brasil.

A JMJ Rio 2013 tem também um espaço próprio na nova Godzine. Lucas Monteiro, voluntário na equipa de comunicação da JMJ Madrid 2011 e membro da equipa nacional de jovens comunicadores da CNBB, é o colaborador responsável por esta secção.

Já a secção "Juventude que acredita" continua sob a responsabilidade da equipa Cristo Jovem.

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Apresentação da Fundação Santa Rafaela Maria

A Fundação Santa Rafaela Maria é a consagração do projecto social da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus que começou em 1992 no Bairro da Quinta da Fonte da Prata, na Moita
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6 DE JANEIRO, SEXTA-FEIRA
FONTE DA PRATA (ver mapa)
IGREJA PAROQUIAL S. LOURENÇO DE ALHOS VEDROS (ver mapa)

19H30
JANTAR OFERECIDO PELA COMUNIDADE DO BAIRRO DA QUINTA DA FONTE DA PRATA
Fonte da Prata, Rua Eça de Queirós, Bloco H, 20 – 1º D, Alhos Vedros

21H00
MISSA NA IGREJA PAROQUIAL S. LOURENÇO DE ALHOS VEDROS
Celebrada Por D. Gilberto (a confirmar), Pe. Miguel Almeida sj, Pe. Carlos Alves

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7 DE JANEIRO, SÁBADO
FÓRUM CULTURAL JOSÉ MANUEL FIGUEIREDO (ver mapa)

16H30
APRESENTAÇÃO DA FUNDAÇÃO E FESTA,
COM A PARTICIPAÇÃO DE

Pe. António Vaz Pinto, sj
Daniela Vieitas, atriz
Irene Guia, aci
Rui Castro Martins, empresário
Laurinda Alves, jornalista
Ania Ramirez, aci
Rita Cortez, aci
José Pedro Cobra Ferreira, advogado, voluntário, comediante
Carminho, fadista
Mafalda Veiga, cantora
Maria Vaz Pinto, aci

SEGUIDO DE UM CÁLICE DE PORTO

Domingo, 23 de Outubro de 2011

Experimenta partilhar

Um vídeo muito simples com uma mensagem essencial fácil de perceber.
Por quê criamos tantas barreiras e complicamos tanto um gesto que deveria ser tão espontáneo e natural? Vale a pena pensar nisto e fazer alguma coisa para mudar as coisas....

experimentocomparte.org


Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

Tem vocação? Aplicativo para ajudar a descobri-la

Responder ao “chamado” está se tornando mais fácil atualmente, e de maneira surpreendente. Aqueles que desejam receber mais informação sobre o sacerdócio católico não precisam fazer nada além de olhar para o seu smartphone.

A Conferência Episcopal da Irlanda está promovendo seu novo Vocations App.

O aplicativo foi apresentado na segunda-feira pelo bispo auxiliar Donal McKeown, da diocese de Down e Connor, presidente da Comissão da Conferência Episcopal para as Vocações.

Este novo aplicativo, o primeiro deste tipo no mundo, está disponível para download gratuito na Apple Store.

O propósito deste aplicativo é “ajudar as gerações atuais e futuras que pretendem pesquisar e encontrar informação sobre vocações ao sacerdócio diocesano na Irlanda”, anunciou a conferência episcopal, em um comunicado de imprensa.

O aplicativo foi desenvolvido por uma companhia de Dublin, Magic Time Apps, e criado pelo Pe. Paddy Rushe, da arquidiocese de Armagh.

O aplicativo inclui dados de contatos e estatísticas das 26 dioceses da Irlanda e as perguntas mais frequentes, para ajudar uma pessoa a discernir sua vocação, incluindo perguntas como “o que um sacerdote faz cada dia?” e “quanto tempo é preciso estudar?”

Também oferece notícias do site das vocações nacionais e “testes” que ajudam o usuário a refletir sobre sua possível vocação.

As atualizações previstas para o aplicativo incluem “um contador de orações” para aqueles que desejam oferecer suas orações pelas vocações, além de uma galeria de fotos que supõe uma janela aberta para a vida no seminário.

fonte: ZENIT.org

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

Porta Fidei

Carta de convocação do Ano da Fé
EXCERTOS

...
Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. (n.8)
(...)

Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança.. (n.9)
(...)

Queria agora delinear um percurso que ajude a compreender de maneira mais profunda os conteúdos da fé e, juntamente com eles, também o acto pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos totalmente a Deus. (n. 10)
(...)

Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica.

Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II. (n. 11)
(...)

Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. (n 12)
(...)


versão integral aqui

Domingo, 4 de Setembro de 2011

Experimentemos convencer sem esmagar

10 ideias para comunicar a fé

Quem quer comunicar a experiência cristã precisa de conhecer a fé que deseja transmitir, e precisa de conhecer também as regras de jogo da comunicação pública. Há princípios a seguir. Sobre a mensagem que se quer difundir; sobre a pessoa que comunica; e sobre o modo de transmitir.


Mensagem
PRIMEIRO: a mensagem deve ser positiva. Os públicos recebem informações muito variadas, e prestam atenção aos protestos e às críticas. Mas, acima de tudo, aderem a projectos, propostas e causas positivas.

SEGUNDO: a mensagem deve ser relevante, com significado para quem ouve, e não apenas para quem fala.

TERCEIRO: a mensagem deve ser clara. A comunicação não é principalmente o que o emissor diz, mas o que o destinatário ouve. Para comunicar é preciso evitar os argumentos complexos e as palavras obscuras.


Pessoa
PRIMEIRO: o destinatário aceita a mensagem que vem de uma pessoa ou organização que mereça credibilidade. A credibilidade apoia-se na veracidade e na integridade moral. Por isso, a mentira e a suspeita anulam a comunicação.

SEGUNDO: empatia. A comunicação é uma relação entre pessoas, com pontos de vista, sentimentos e emoções. Falar de modo frio aumenta a distância. A empatia não é renunciar às convicções pessoais, mas imaginar-se na pele do outro.

TERCEIRO: cortesia. Se não respeitarmos as formas, corremos o risco de que a proposta cristã seja vista como mais uma das posições radicais que andam por aí. A clareza não é incompatível com a amabilidade. Com amabilidade é possível conversar; sem amabilidade o fracasso fica garantido.


Modo de comunicar
PRIMEIRO: profissionalismo. Cada campo do saber tem a sua metodologia; cada actividade, as suas regras; e cada profissão, a sua lógica. Isto aplica-se às acções de comunicação.

SEGUNDO: transversalidade. O profissionalismo é imprescindível quando um debate afecta as convicções religiosas. A transversalidade é imprescindível quando um debate afecta as convicções políticas.

TERCEIRO: gradualidade. As tendências sociais nascem, crescem, desenvolvem-se, alteram-se e morrem. Em consequência, a comunicação de ideias tem muito a ver com a "agricultura": semear, regar, podar, limpar, esperar, antes de colher.

O fenómeno da secularização consolidou-se ao longo dos últimos séculos. Processos de longa gestação não se resolvem em anos, meses ou semanas.

O Cardeal Ratzinger dizia que a nossa visão do mundo costuma seguir um paradigma "masculino", onde o importante é a acção, a eficácia, a programação e a rapidez. E concluía que convém dar mais espaço a um paradigma "feminino", porque a mulher sabe
que tudo o que tem a ver com a vida requer espera, paciência.

* * *

A estes 9 princípios junta-se um outro, que afecta a todos eles. O princípio da caridade.
A caridade é o conteúdo, o método e o estilo da comunicação da fé. A caridade dá credibilidade, empatia, e amabilidade às pessoas que comunicam. E é a força que permite agir de forma paciente, integradora e aberta. Porque o mundo em que vivemos é também com excessiva frequência um mundo duro e frio, onde muitas pessoas se sentem excluídas e maltratadas, e sonham por um pouco de luz e calor.

Neste mundo, o grande argumento dos católicos é a caridade.


Juan Manuel Mora | Universidad de Navarra (España)
ler o artigo completo aqui

Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011

Living World Faces


"Living World Faces" is an idea for the web, organized by the Pontifical Council for Social Communications and published on www.pope2you.net a vatican portal. It allows an original and young mode, and those who will be present in Madrid and those who remain at home, to participate actively in the Youth World Day, posting their photos and showing a desire to be united in a "one world" and rooted in Christ.
Take a picture, upload and pointing out where to send it then looks at the mosaic with your picture.

Palavras sábias

O Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, esteve, esta quarta-feira, na Jornada Mundial da Juventude católica, que está a decorrer em Madrid, e participou num evento que juntou mais de 500 jovens portugueses e brasileiros (fonte JN)

veja aqui o vídeo

Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

Você na TV

Vejam este vídeo sobre a importância da Igreja perder o medo de utilizar os meios de comunicação mais modernos e algumas ferramentas de gestão como o marketing religioso.

Sábado, 23 de Julho de 2011

Evangelização e Comunicação

Recentemente em Vilnius, na Lituânia, os secretários gerais das Conferências Episcopais da Europa encontraram-se com os responsáveis da comunicação das mesmas conferências. O objectivo era pensar a relação entre evangelização e comunicação.

O tema é, sem dúvida, muito vasto e não pode se pretendia chegar a todos os aspectos. Foram, no entanto tratadas duas questões muito concretas, que têm que ver com o modo como a Igreja se relaciona com os meios de comunicação Social e, por isso, como se dá a conhecer ao mundo e como utiliza os novos instrumentos da tecnologia para comunicar.

Em primeiro lugar tratou-se das crises. Como é que a Igreja comunica com a sociedade quando há “crises” ou problemas dentro da Igreja? A conclusão, que poderia ser surpreendente para quem não percebe muito bem o que é a Igreja, foi de que quando há crises, o mais importante não é escondê-las ou disfarçá-las, mas tentar resolver o problema que lhe deu origem. As “crises” não se resolvem com uma simples estratégia de comunicação, mas atacando as origens. Um exemplo claro temos no modo como o Santo Padre tem lidado com o problema da pedofilia. Vemos que para o Papa não foi e não é a principal preocupação defender a imagem da Igreja, mas, efectivamente, tentar por tudo que não haja mais crianças a sofrerem e que os sacerdotes sejam mais santos. A comunicação da Igreja nestes casos não deve, por isso, tentar disfarçar o problema ou dizer que também outros têm o mesmo problema, mas reconhecer o problema e mostrar o que se está a fazer para o resolver. Importante ainda, como foi dito por diversos participantes da reunião, é a unidade dos pastores e dos membros da Igreja. A nossa unidade vem de Deus, bem o sabemos, e não tem as suas raízes nas simples qualidades humanas dos filhos da Igreja, mas claro que também é uma responsabilidade que exige de cada um uma grande atenção.

O segundo tema tratado em Vilnius tem que ver com a necessiade de a Igreja conhecer e utilizar bem os novos instrumentos, nomeadamente as redes sociais e outros recursos próprios dos nossos tempos na sua missão. Sobre isto tem havido uma evolução na maneira como os especialistas da Igreja têm abordado a questão. Talvez há uns 10 anos havia unanimidade em dizer que a Igreja não podia perder o comboio. O Evangelho não é, de facto, contrário a nenhum desenvolvimento tecnológico e tudo o que ajudar é bom e, por isso, não podemos deixar de estar presente em todos os lugares, mesmo no mundo virtual. Mas hoje estamos a assistir a diversas mudanças que fazem pensar que, de facto, a posição, digamos, progressista e que olha para o futuro, não é a que quer “adaptar” o que temos a dizer aos novos meios, mas a daqueles que estão conscientes da identidade da Igreja e sabem ter uma atitude crítica e livre em relação aos novos meios de comunicação. Se evangelizar é levar Jesus às pessoas e não é simplesmente a transmissão de uma mensagem ou de uma doutrina, então não se pode nunca substituir o encontro pessoal – a Igreja é o corpo de Cristo e os cristãos são os Seus membros que podem ser encontrados – por encontros virtuais. O conto de E.M. Forster “the machine stops” escrito em 1909 e o livro de Sherry Turkle “Alone Together, why we expect more from tchnology and less from each other” escrito em 2010, serviram para recordar que as novas tecnologias têm uma incidência na vida e no modo de compreendermos o que é ser pessoa e que, por isso, nem tudo é neutro. À Igreja, que é a guardiã da Palavra de Deus, ou seja, daquilo que Deus quer dizer, cabe também a missão de recordar o que é a verdade do homem em toda a sua grandeza. Evangelizar nos tempos de hoje contará, sem dúvida, com tudo o que ajudar a chegar a cada pessoa, mas a Igreja ao dar a conhecer Jesus também dá critérios para se poder distinguir o bem do mal, o que é justo e pode ser utilizado daquilo que abafa o coração do homem e deve ser evitado.

A urgência da evangelização é, em síntese, também a necessidade de salvar o humano. Como o único Salvador é Jesus, a Igreja não se limita a lembrar o que se deve fazer ou pensar, mas traz Jesus à vida da sociedade para que Ele possa ser conhecido e amado. O desafio é, pois, o de saber como é que uma Igreja hoje num mundo cheio de relações virtuais e, ela mesma, cheia de homens e mulheres frágeis, pode ser entendida quando repete as palavras de São João na sua primeira Carta: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos, e o que as nossas mãos apalparam do Verbo da Vida vo-lo anunciamos”. A conclusão é de que é necessário manter uma vida de comunhão com Deus e com os irmãos na fé. Os santos sempre souberam como lidar com as crises e como utilizar os meios que a tecnologia oferece sem ser utilizados por eles.

P. Duarte da Cunha
Voz da Verdade 10 Julho 2011

Sábado, 16 de Julho de 2011

ExpoCatólica

A 8ª. Edição da ExpoCatólica, realizada de 07 a 10 de julho, no Pavilhão Verde do ExpoCenter Norte, em São Paulo, arrecadou quase 10 toneladas de alimentos, recebeu mais de 50 mil pessoas nos quatro dias de exposição e promoveu mais uma vez, os negócios de cerca de 200 expositores, formados por editoras, fabricantes de artigos religiosos, gravadoras, escolas, vocações, empresas de turismo religioso e os principais santuários do país.

A ExpoCatólica encerrou sua oitava edição com a avaliação de que foi a melhor feira desde seu lançamento, em 2003. A feira é o principal evento católico do género e considerada a maior feira de negócios e serviços religiosos da América Latina, é um retrato da expansão do segmento religioso no País. A novidade deste ano foi a abertura para o público leigo durante os quatro dias, o que deu uma nova dinâmica aos corredores da exposição e também à movimentação dos cerca de 150 stands, que reuniram aproximadamente 200 expositores.

Terça-feira, 28 de Junho de 2011

Bento XVI assina primeiro «tweet» de um Papa


Mensagem anunciou lançamento do novo portal multimédia do Vaticano

Bento XVI acaba de assinar a primeira mensagem de um Papa na rede social ‘Twitter’, para anunciar o lançamento do novo portal multimédia do Vaticano, online a partir desta terça-feira.

“Caros Amigos, acabo de lançar o http://www.news.va/. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Com minhas orações e bênçãos, Benedictus XVI” é o teor do ‘tweet’, disponível em http://twitter.com/#!/news_va_pt.

Segundo a mais recente edição do jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’, “Bento XVI acolheu a proposta de enviar a sua bênção ao povo da rede”, uma ideia do arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais.

“Devo dizer que o Papa aceitou de imediato e de bom grado. De resto, estima muitíssimo a comunicação e, sobretudo, deseja que a Igreja esteja presente onde o homem vive e se encontra”, acrescenta este responsável.

O novo portal referido por Bento XVI, www.news.va, apresenta as principais notícias publicadas ou emitidas tanto pela Rádio como pelo Centro Televisivo do Vaticano, bem como do VIS (Servço de Informação do Vaticano), do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais e da Misna, agência de notícias do mundo missionário ligada à Santa Sé.

No site, pode ler-se que se quer oferecer ao leitor “uma apresentação multimédia, exclusiva, de todas as outras páginas de comunicação da Santa Sé na Internet”.

Disponível inicialmente em inglês e italiano, o portal utiliza as mais recentes tecnologias digitais para oferecer áudio e vídeo, para além de imagens em alta definição e um feed do twitter com mensagens instantâneas sobre as notícias mais importantes para dispositivos móveis.

A denominação Twitter deriva da palavra inglesa com a mesma grafia, que em português pode ser traduzida por “gorjear” ou “piar”, razão pela qual o logótipo daquela rede social representa um pássaro.

Fonte: Ecclesia - OC

Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Todos somos #MADRID11

Os organizadores das JMJ querem chegar a um milhão de seguidores nas redes sociais, para que nenhum detalhe passe despercebido nessa festa, e desde qualquer lugar do mundo, poder compartilhar a JMJ Madrid11.

Pedem a nossa ajuda.
Queres colaborar?
Saiba como:

Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Marketing e Igreja

Comunicar não é fácil, muito pelo contrário. É muito exigente e cada vez mais há diferentes formatos e opções, acrescendo a este desafio o facto de os recetores da informação serem pessoas diversas, com diferentes referenciais e contextos.

Comunicar é, então, um exercício impossível?

Talvez não, há conceitos e abordagens que podem ajudar. Além de que temos um “trunfo” precioso. Jesus é o nosso modelo. A comunicação que Ele próprio desenvolveu não poderia ser mais eficaz. Que esperamos?

O Cristo histórico é o maior ‘marketeer’ de todos os tempos. A sua criatividade sem limites, que sabe encontrar caminhos de resposta para cada pessoa na sua situação e contextos concretos, só pode constitui para nós a máxima inspiração.

Portanto, temos assegurado um princípio sólido e esperançoso para o maior sucesso.

Observando os ainda atuais produtos da nossa oferta pastoral, alguns pontos afiguram-se como essenciais, devendo ser questionados.

Para começar, o discurso ‘disparado de cima do púlpito’, num tom formal, crispado, enfático, quase político, já não convence ninguém. Muito pelo contrário, leva muita gente a abandonar as salas, ou a nem sequer ter vontade em entrar. Quer dizer que este tipo de discurso está velho e caduco, desfasado quer na forma quer no conteúdo. As pessoas querem sentir naturalidade e proximidade. Dispõe do seu tempo para ouvir a quem se lhes dirige como se de um amigo se tratasse, escutando histórias ‘da sua rua’ e da sua vida concreta.

Outro princípio fundamental é a mudança do valor das hierarquias. Elas já não são um referencial. Não é, em definitivo, um determinado ‘posto’ que confere legitimidade a quem discursa. Isso não basta. Quem aposta em escutar uma proposta, fá-lo se entende que a pessoa que lhe fala merece respeito e credibilidade. Implica isto que a construção da imagem substantiva do comunicador é, doravante, responsável pelos resultados da ‘doutrina’. Mas também se deve ter em conta que os critérios de avaliação de quem é coerente não são os mesmos. Afinal, o respeito sério pelas opções de cada um são agora o fundamental, face à mera observância de regras.

Posto isto, outra questão essencial é reconhecer que o esforço nesta comunicação deve ser tratado de forma profissional, devendo ser tratado de forma organizada, planeada e sistemática. Na realidade, isto já começa a ser corrente, com a ajuda de quem estuda e pratica a arte da utilização destas ferramentas.

Significa olhar de frente para o marketing. E assumir com clareza e responsabilidade que esta ferramenta está ao serviço da Igreja.

O processo de marketing inicia-se, muitas das vezes, com o estudo de mercado. E, neste caso da comunicação, este passo é também essencial. Recordemos que, para transmitir a fé católica, os missionários europeus procuravam descrever, registar e compreender os usos e costumes dos povos com culturas diferentes. Precisamos estudar e conhecer com quem queremos comunicar.

E este princípio aplica-se quer estejamos a desenvolver programas e atividades para grupos quer ao nível interpessoal.

Portanto, há que iniciar o trabalho de comunicação estabelecendo critérios para perceber que diferentes grupos existem num determinado conjunto de pessoas. E as razões para diferenciar as pessoas podem começar por critérios tão objetivos e comuns como a idade, tamanho do agregado familiar ou estado. Podem seguir-se questões que se prendem com comportamentos, estilos de vida, utilização dos tempos livres, interesses, grupos de referência, como estilos devocionais, procura de formação religiosa, envolvimento em atividades de voluntariado, entre outros. E pode não ser preciso, para este trabalho, um processo sofisticado. O marketing é frequentemente uma questão de intuição, de capacidade de ver, mesmo o que não está explícito, o que ainda não foi proferido. Lucas diz que Jesus percebeu os raciocínios dos escribas e dos fariseus, ainda eles deviam estar em pleno processo de elaboração de ideias.

Com os diferentes grupos em mão, há que adaptar da melhor maneira a forma de comunicar, desenvolvendo programas para que se retire o maior fruto possível deste encontro.

Olhando mais especificamente para uma determinada mensagem, deve começar-se por determinar como se chama a atenção. E, neste mundo de abundância de mensagens, só aquelas que ‘fazem a pessoa parar’ poderão passar a uma fase de perceção do seu conteúdo. Quer dizer, a reflexão só vem depois.

Ou dito de outra maneira, vamos fazer parar para aprender a avançar.

Madalena Abreu
(Docente de marketing no Instituto Politécnico de Coimbra, autora do livro “Marketing Religioso”)

Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

Igreja não tem medo da era digital

Assim como a revolução industrial produziu uma mudança profunda, também a revolução digital está a transformar não só a comunicação mas a própria antropologia. O diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, cónego António Rego, apresenta a mensagem escrita pelo Papa para esta ocasião e reflete sobre o «carro em andamento» que a Igreja Católica apanhou, com o próprio Bento XVI a conduzir.

A mensagem que o Papa lança para o 45º dia mundial das comunicações sociais refere-se à «Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital». Estes três desafios – verdade, anúncio e autenticidade – são diferentes na era digital?

A Igreja celebra este dia há 45 anos e tem uma mensagem especial para ele. Este acontecimento nasce do II Concilio do Vaticano, no documento «Inter Mirifica - Sobre os meios de comunicação social» (1966, ndr.). Ao longo destes 45 anos deu-se uma evolução imensa no campo tecnológico. O que é que se passa nesta nova era digital?

O Papa escreve na mensagem para este ano – “assim como a revolução industrial produziu uma mudança profunda”, que guiou os fluxos das mudanças sociais, também hoje isso acontece com as mudanças na área digital. Quer isto dizer que está a surgir uma nova forma de comunicação, uma nova maneira de aprender e ensinar e isso impõe uma reflexão. Essa comunicação implica necessariamente a verdade.

A verdade, mesmo na era digital, é só uma e é sempre a verdade. Todavia, há formas diferentes dela se explicitar. A era digital põe as pessoas em comunicação através de um mundo onde há distância, imagens, onde há sentimentos de pessoas conhecidas. É muito fácil criar-se, nos media, uma falsa imagem de cada um.

O Papa diz que nesta era digital há uma oportunidade formidável de termos a nossa verdade. Podíamos chamar também a autenticidade, de não estarmos a vender um produto – a nossa imagem, o nosso interesse, o nosso prestígio, o nosso saber - mas passarmos nós próprios por aquilo que comunicamos.

Impõe-se reflexão sobre o caminho da comunicação digital, diz o Papa, porque ela pode responder ao desejo de sentido, de verdade e de unidade. O Papa interliga estes elementos na comunicação digital, sabemos que acontecem também nos media, mas sobretudo nos novos media que estão em toda a força presente na casa das pessoas, na ponta dos dedos dos jovens, nos amigos que se criam no outro lado do mundo nas redes sociais. E é esse fluxo de comunicação que é uma revolução e que apela a cada vez maior transparência na comunicação.

leia aqui a entrevista completa (Agência Ecclesia)